O Mundo do Consumo. Quem manda: quem oferece ou quem consome?

guiasoesp

17 de agosto de 2012 | 10h08

Que os consumidores de hoje não são os mesmos de ontem, isso ninguém tem dúvida, afinal a era digital nos deixou mais curiosos e exigentes. Hoje em dia, a propaganda de margarina que retrata uma família feliz já não tem tanto impacto na decisão de compra. Na matéria a seguir, vamos abordar a força da publicidade no mundo digital. Boa leitura a todos!

 

A propaganda é e sempre foi importante para decidir sobre um determinado produto ou serviço. Mas, há alguns anos atrás, principalmente quando a internet não era tão presente em nossas vidas, a publicidade dominava o consumidor, ditava as regras.

O que mudou?

O monopólio imperava, quem não se lembra do episódio Kolinos, uma das mais célebres na área de cremes dentais no Brasil e que, por anos, se tornou líder na categoria. Líder até os concorrentes começarem a protestar e a defender a competitividade da economia no Brasil, o que trouxe a mídia a discussão a respeito da lei antitruste, conjunto de regras e normas destinadas à promoção de uma economia por meio da proibição de ações que limitem, ou tenham possibilidade de limitar a concorrência. O resultado: a marca foi extinta e substituída, em uma fusão, por outra.

Atualmente, o relatado acima jamais aconteceria, é claro que existe grande preferência por determinadas marcas e algumas são sim, líderes de mercado, mas elas têm concorrência e, em alguns cenários, precisam “rebolar”  para se manterem como tal. Você que está lendo essa matéria pensando em, no final do seu dia, comer um suculento hambúrguer,  talvez nesse momento já tenha uma marca de sua preferência fixada em sua mente, mas ao chegar na praça de alimentação de um shopping, por exemplo, com certeza vai se deparar com umas três ou quatro concorrentes da sua marca preferida e pode sim acontecer de você optar por outra.

Nas gondôlas do supermercado

É até difícil optar por determinado produto, dada a vasta variedade que encontramos nas prateleiras dos supermercados. Hoje em dia, apesar do grande peso que a publicidade tem na mente do consumidor a internet influencia em grande escala. “Alguém falou bem ou mal de um produto/serviço na internet”, pronto, compra decidida. Mas o mundo digital, nessa tarefa de ter grande influência sobre o consumidor, não se resume só a isso, ultimamente tem pesado mais que a televisão, um exemplo típico disso são os virais da internet. Muitas campanhas nem chegam a ir pra TV, tem toda a sua plataforma criada no mundo virtual.

 

Falem bem ou falem mal, mas falem da minha marca

Isso é bom ou ruim? Sabemos que existem sites de e-commerce, aliás a maioria dos grandes, que disponibilizam espaços para que seus consumidores comentem a respeito dos produtos ali comercializados e, estão cientes, que muitos usarão tal canal para “detonarem” sua marca, caso sintam-se enganados ou mal atendidos, mas, numa era globalizada esse risco tem que ser corrido.

O poder das redes sociais

E as redes sociais então? Elas têm o poder de engrandecer ou destruir uma marca, isso mesmo! Se você gostou do que comprou e foi bem atendido vai fazer questão de deixar um post elogiando a empresa/produto em suas páginas nas mídias sociais e o mesmo se dá caso você seja mal atendido, só que aí, com um impacto muito maior, até por que, o público consumidor, por natureza, gosta muito mais da avacalhação a uma marca do que um elogio, basta comparar a quantidade de “curtições” de um post destruidor com a quantidade de um elogiando. E, tal ação, acaba por influenciar na decisão de compra, afinal ninguém quer comprar ou adquirir um produto ou serviço exposto negativa e publicamente nas mídias sociais.

Apelo ao humor

Já repararam que a maioria das propagandas de hoje contam com um ingrediente não muito utilizado antigamente, o humor? Como já falamos no início da matéria, as tais propagandas que evocam a tal “família feliz” já não conquistam mais. Agora, aquelas que você ri, acha engraçado, quer ver de novo e procura no youtube um dia após ter visto na TV, essas sim chamam a atenção do público, por que geram assunto, a famosa mídia espontânea o que faz com a marca se fixe na mente do consumidor.

O consumidor é Deus, isso é fato!

Enfim,  o consumidor compra o que quer! Ainda é influenciado pela propaganda ou por marcas líderes e crédulas no mercado, mas isso não é o ponto crucial que faz ele comprar ou consumir. Ele é um ser quase celestial, respeitado pelas empresas que fazem de tudo para consegui-los e fidelizá-los. Essa realidade tem seu lado bom e seu lado ruim, bom por que a qualidade aumenta, a briga das empresas pelos clientes torna os preços cada vez mais atraentes, mas o bombardeio exagerado de publicidade causa um cansaço visual e intelectual e não adianta fugirmos, basta ter um e-mail ou um perfil em alguma rede social que você será atingido.

Fonte: Wikipedia

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