Onda otimista ronda fusões e aquisições globais.

Guias Oesp

27 de abril de 2010 | 15h23

O otimismo no assunto “Fusões e Aquisições” cresce a nível global: 57% das companhias globais afirmam que podem ou devem adquirir outras companhias nos próximos 12 meses.Esse número é quase o dobro dos 33% que afirmavam o mesmo há 6 meses. Algumas são mais ousadas e esperam que as ações se concretizem em seis meses, A conclusão é do Estudo Capital Confidence Barometer, da Ernst & Young, que ouviu mais de 800 executivos seniores em todo o mundo.

A confiança na economia global como um todo está aumentando – 40% dos respondentes esperam que a crise se encerre em 12 meses, 10% a mais que o registrado na última pesquisa, conduzida em novembro passado. De acordo com o estudo, 64% estão mais otimistas quanto às perspectivas para suas economias locais, e um número ainda maior, 69%, vê o cenário favorável para suas companhias.

As lideranças brasileiras estão entre as mais otimistas, tanto no que se refere às perspectivas da economia local quanto das próprias companhias: 83% dos empresários disseram ter melhores perspectivas sobre suas empresas. Além do Brasil, Austrália (93%), Índia (91%) e China (80%) aparecem entre os mais otimistas. A confiança é menor em alguns mercados maduros – Reino Unido (57%), EUA (56%) e França (44%).

O estudo, realizado no final de março, apontou que 76% dos negócios estão agora focados no crescimento. A confiança nas condições de crédito também tem aumentado: 62% dos entrevistados esperam que financiamentos custeiem os principais projetos de capital intensivo e viabilizem aquisições ao longo dos próximos 12 meses. “Com a retomada das perspectivas de crescimento, as companhias estão mais interessadas em retomar aquisições que haviam ficado congeladas ou haviam até mesmo sido declinadas durante a crise”, explica Carlos Asciutti, sócio de Transações Corporativas da Ernst & Young. “O estudo revela que, no cenário atual, há mais potenciais compradores do que vendedores em mercados emergentes…”

Fazendo-se o recorte por segmentos da economia, a indústria automotiva é a mais confiante no crescimento (81%), enquanto a de energia se posiciona como a menos confiante (59%).

Contra a onda de otimismo crescente, alguns desafios permanecem: por exemplo, uma onda de refinanciamento é esperada, com 58% das companhias precisando refinanciar empréstimos ou outras dívidas nos próximos quatro anos – por isso, a adequada administração do capital (e de seu custo) permanece crucial.

Fonte: Notícias Portal Editora Ipese

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