Renascimento do Centro

Guias Oesp

25 de novembro de 2010 | 09h42

Região do Baixo Augusta, considerada degradada, vira alvo de construtoras.

Foto de Prédios Até há pouco tempo símbolo da degradação humana do centro de São Paulo, a região conhecida como Baixo Augusta virou o novo alvo do mercado imobiliário. São oito prédios residenciais em construção em um raio de 1,5 quilômetro entre as Ruas Bela Cintra, Manuel Dutra e Álvaro de Carvalho.

O processo vai levar à região, ao longo dos próximos dois anos, mais de 2,5 mil moradores – número 450% maior do que nos sete anos anteriores. Esse boom imobiliário na região é motivado em grande parte pelo rejuvenescimento desencadeado por quem agora ocupa suas calçadas toda noite.

Nas Ruas Augusta e Frei Caneca, o democrático vaivém de baladeiros, cinéfilos, metaleiros, emos e estudantes de moda já ganhou a companhia do movimento frenético de caminhões, sacos de areia e betoneiras. Com o aumento do número de restaurantes, cafés, bares e lojas no Baixo Augusta, os lançamentos vêm atender a uma demanda reprimida de pessoas que agora querem morar no centro, tendência inédita desde o ápice do abandono da região, na década de 1990.

Para efeito de comparação, houve apenas um lançamento nesse perímetro nos últimos três anos. Além de se inverter, essa tendência de ocupação da região é forte. Segundo levantamento exclusivo da Lopes Inteligência de Mercado, de todas as unidades lançadas na Bela Vista apenas 4,3% ainda estão disponíveis para a venda.

Mapa CentroTrata-se de um índice de sucesso de vendas sem comparação na cidade – até mesmo se comparado com outras áreas supervalorizadas e procuradas, como Jardins e Higienópolis. Ainda em fase de acabamento, as três enormes torres da construtora Trisul na Rua Frei Caneca estão praticamente liquidadas. Só há uma unidade à venda – as outras 323 foram comercializadas, e quase metade somente no lançamento, em 2008.

Veja matéria na integra em:

Revista Construção – Edição 114 – Guias OESP

Empresas de Construtores – Guias OESP

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