Setor de embalagens aposta em novas tendências

Guias Oesp

11 de julho de 2011 | 14h56

As indústrias brasileiras de embalagens começam a pensar em uma série de inovações que já ocorrem no mercado internacional e abrangem desde exigências de órgãos governamentais e de saúde até novas demandas dos consumidores.

Os principais fatores que permitem tais inovações são as novas características da população brasileira, que hoje tem maior expectativa de vida e poder de consumo. Um exemplo é o uso de novas tecnologias, caso da embalagem de aço para alimentos aquecidos em micro-ondas, que está sendo desenvolvida no Brasil pela Prada.

Começam a marcar presença também nas prateleiras dos supermercados brasileiros as embalagens flexíveis de plástico, que prometem manter os alimentos frescos prontos para consumo, à temperatura ambiente. “Elas são mais complexas e evitam os custos com refrigeração nos supermercados”, explica Alan Baumgarten, diretor executivo da fabricante Tradbor.

Inovações tecnológicas também estão despontando no segmento de tampas. Na área cosmética, já tinham importância os sistemas de fechamentos mais avançados, que permitem que o consumidor abra o produto com uma só mão, por exemplo. Mas no setor de alimentos e bebidas – muito sensível ao preço – sempre prevaleceu a redução de custos, limitando as inovações. Agora, no entanto, o consumidor tem condições de pagar mais caro. Além disso, o maior número de idosos no País precisa dessa facilidade.

Segurança alimentar

Na mesma linha da preocupação ambiental e sustentabilidade, que já vem influenciando a produção no setor há alguns anos, o próximo desafio das fabricantes de embalagens no Brasil, principalmente para o setor de alimentos e bebidas, envolve a segurança alimentar com o objetivo de assegurar cada vez mais a integridade do produto dentro da embalagem e evitar componentes que possam contaminar os alimentos. Essas questões foram levantadas com mais intensidade no ano passado, quando pesquisadores americanos criaram polêmica na indústria, questionando algumas mamadeiras de plástico que, em certas condições, poderiam liberar uma substância (o bisfenol) prejudicial às crianças.

Segundo Luciana Pellegrino, diretora-executiva da Abre (Associação Brasileira de Embalagens), as empresas brasileiras sempre se atentaram para a segurança alimentar, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem ficado mais próxima, com uma fiscalização maior. Ela destaca ainda o movimento da indústria na direção das tecnologias que evidenciem claramente se a embalagem foi violada, como os lacres de plástico, que saltam aos olhos do consumidor, quando o produto já foi aberto.

Fonte: Supermercado Moderno

Empresas de Embalagens nos Guias Oesp

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