Valet's estão deixando de ser comodidade!

Guias Oesp

09 de janeiro de 2012 | 15h21

Sexta ou sábado à noite, pensou em comer uma pizza com a família ou procurar uma baladinha na Vila Madalena ou em algum outro canto agitado da cidade. Você escolhe o local, pega seu carro e bom divertimento. Simples assim? Não em uma metrópole como São Paulo! O post seguir vai tratar desse assunto e dar algumas dicas de como se prevenir de profissionais e lugares para deixar seu carro com segurança!

Está cada vez mais difícil encontrar lugares ou vagas disponíveis para estacionar carros na cidade, por isso existem os serviços de Valet! Era pra ser uma comodidade, principalmente nas grandes cidades. Mas ao invés disso, está se tornando um tormento e gerando inúmeras preocupações parar o carro nesses estabelecimentos. Automóveis abandonados em ruas escuras, sobre calçadas, em portas e portões com placa de proibido estacionar, além de locais sem nenhuma segurança. E pasmem. Isso é pago!! Sim, isso mesmo, é por esse tipo de serviço que frequentadores de bares, restaurantes e baladas de São Paulo pagam entre R$ 15,00 e R$ 30,00 quando deixam seus carros nas mãos de manobristas. Os chamados Valet’s, existem nas portas dos principais estabelecimentos gastronômicos e de diversão da cidade. O principal objetivo desse tipo de prestação de serviço é garantir tranquilidade e despreocupação para o consumidor, que, ao pagar um determinado valor, normalmente caro para o período de horas de guarda do veículo, pode curtir sua noite sabendo que seu automóvel está num lugar fechado e com total segurança. Ou não!! Claro que não se pode generalizar, sabemos que muitos estabelecimentos idôneos e que zelam pelo bem alheio.

O problema vai muito além de o veículo ser deixado em ruas ou lugares proibidos. O que tem acontecido também é o emprego, nos estacionamentos, de profissionais sem carteira de habilitação, sumiço de pertences deixados no interior do veículo, tal como o estepe, amassados e ralados na lataria e o talvez mais grave de todos os inconvenientes, o uso do veículo particular para fins ilícitos, raxas, gerando acidentes muitas vezes com vítimas.

Talvez alguns não se lembrem, mas em outubro passado, uma operação inédita realizada pela Polícia Civil nas imediações da Vila Madalena, que contou com 65 policiais e 20 viaturas, escancarou as irregularidades praticadas pelos valets. Oito foram detidos em flagrante por estelionato – um dos supostos profissionais não tinha nem carteira de habilitação.

O trabalho prévio realizado pelo Departamento de Investigação e Registros Diversos (DIRD), durou um mês, com filmagens e policiais infiltrados, identificando empresas que atuavam de forma irregular nas principais ruas do bairro.

Segundo o delegado Osvaldo Gonçalves, responsável pela Delegacia de Atendimento ao Turista (DEATUR), os valets foram autuados no artigo 171 do Código Penal (de 1 a 5 anos de prisão, mais multa) porque prometiam algo que não era cumprido. “Emitem recibo, dizem que têm seguro, mas estacionam na rua. Transformam a via em empresa privada e ameaçam os moradores. Vira terra de ninguém.”

A chegada da polícia causou surpresa entre os frequentadores de bares e restaurantes da região, principalmente nos donos dos carros que estavam sob a responsabilidade dos valets. Eles foram convidados pelos policiais a procurar seus carros e tamanha foi a surpresa ao constatarem todas as irregularidades aos quais seus bens estavam expostos.

Porém, infelizmente, apesar de a operação ter tido, por hora, alguns resultados positivos, como a prisão dos manobristas, os valets serem autuados e os donos de bares coniventes com a irregularidade terem sido responsabilizados, não são ainda a solução definitiva do grande problema. Primeiro, a decisão da prisão dos manobristas foi apenas tecnicamente correta, mas ainda não há notícias sobre uma investigação sobre os verdadeiros responsáveis, os donos dos valets. Aqueles que trabalham à noite podem estar cometendo um crime, mas como meros empregados e não tendo lucro com o negócio, são instruídos pelos donos e, portanto, não podem ser considerados os responsáveis ou culpados. Se os proprietários dos valets não forem punidos, de nada vai adiantar operações como essas.

Soluções existem poucas, mas ainda não em São Paulo. Uma delas, em Curitiba, é o Projeto de lei de autoria do vereador Felipe Braga Côrtes (PSDB), que determina que todos os estacionamentos com serviço de valet forneçam ao cliente o ticket com a quilometragem registrada no hodômetro do veículo na chegada ao estabelecimento. “Nosso objetivo é evitar que o veículo seja utilizado de maneira indiscriminada pelos manobristas, fato já ocorrido em grandes cidades do País”, observa o parlamentar, acrescentando que “só conhece o problema quem já teve a experiência desagradável de deixar o carro nas mãos de um funcionário de um valet e, quando pegou de volta o veículo, percebeu uma quilometragem muito acima da registrada no momento da chegada ao estacionamento”.

Algumas dicas para se prevenir de inconvenientes:

– deixar seu veículo em estacionamentos tradicionais, mesmo que tenha que andar um pouco;

– veja se há vagas suficientes no local, pois quando o estacionamento está lotado ou se for muito movimentado, as chances de uma ralada são bem maiores;

– Tenha certeza de que o estacionamento é legalmente constituído, porque, se houver uma batida ou um roubo, ficará mais fácil cobrar o prejuízo, já que trata-se de uma empresa;

– Pare o carro só em estacionamentos com seguro e certifica-se da veracidade deste;

– nunca se esqueça de pedir uma nota fiscal com dia e horário em que o carro ficou no estacionamento, pois é o melhor jeito de comprovar que não era você que estava dirigindo, no caso de algum acidente ou ocorrência desagradável, como por exemplo, uma multa;

– Faça sempre uma inspeção no carro pouco antes de sair do estacionamento, pois encontrar amassados e raspados é uma das reclamações mais comuns de quem usa esses estabelecimentos;

– Não deixe objetos pessoais ou de valor no carro, especialmente em locais visíveis, como no banco, ou de fácil acesso, como o porta-luvas.

– Se houver algum problema de roubo de objetos ou batida, fale com o responsável e faça um boletim de ocorrência (B.O.). Isso ajuda na eventual necessidade de processar o estabelecimento para ter seu carro consertado;

– Olho vivo no estepe, um dos prejuízos mais comuns de quem para no estacionamento é o sumiço do estepe. O único jeito de se prevenir é mostrar ao manobrista que o estepe está ali quando chegar e conferir se ele continua lá quando o carro voltar a suas mãos.

Fonte: Portal R7 via Agência Estado

E você amigo leitor, já passou por alguma situação desagradável com um serviço de valet? Ou registre aqui também se foi bem atendido!

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