Campanha à Prefeitura: primeiro mês tem ideias a granel

No primeiro mês da disputa pela Prefeitura, os quatro candidatos mais bem colocados nas pesquisas fizeram dezenas de promessas para solucionar problemas da capital, como reduzir impostos para empresas se instalarem na zona leste, criar uma tarifa mensal única que permita o uso ilimitado do Bilhete Único, construir ciclovias...

Estadão

10 de agosto de 2012 | 22h44

No primeiro mês da disputa pela Prefeitura, os quatro candidatos mais bem colocados nas pesquisas fizeram dezenas de promessas para solucionar problemas da capital, como reduzir impostos para empresas se instalarem na zona leste, criar uma tarifa mensal única que permita o uso ilimitado do Bilhete Único, construir ciclovias e operar as unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs) 24 horas por dia.

A vedete da campanha, até o momento, tem sido levar empresas para a região da Avenida Jacu Pêssego, para reduzir o deslocamento diário de pessoas entre o extremo leste e o centro expandido. Celso Russomanno (PRB), Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB) sustentam a proposta em seus eventos de campanha. José Serra (PSDB) também, com ênfase na construção de um polo tecnológico na região de Itaquera.

A bandeira não é inédita: a Prefeitura concede incentivos tributários a empresas na região de Itaquera desde 2004, sem que o panorama do bairro tenha se transformado. Para a urbanista Raquel Rolnik, é uma medida insuficiente para qualificar o cenário urbano.

A maioria dos candidatos também concorda em investir em bicicleta. Serra e Chalita prometem ampliar a malha de ciclovias da cidade para 400 quilômetros. Haddad quer integrar o empréstimo de bicicletas ao Bilhete Único.

Essa não é a única mudança sugerida pelo petista no Bilhete Único. Haddad também prometeu estabelecer uma tarifa mensal fixa de cerca de R$ 150 que permitiria realizar viagens ilimitadas de ônibus. Para a proposta funcionar plenamente, ele teria de combinar o modelo com o governo do Estado, que administra o sistema de trens e o metrô.

Munidos de pesquisas que apontam a área da saúde como a mais sensível para o paulistano, os candidatos também apresentaram ideias para o setor. Chalita propõe que cada bairro tenha pelo menos um equipamento de saúde e que as AMAs funcionem 24 horas por dia – esta proposta também é defendida por Serra. Haddad promete construir, em quatro anos, três hospitais – nas zonas norte, sul e leste – e Russomanno, aumentar o salários dos médicos.

Nos últimos 20 dias petistas e tucanos têm se acusado mutuamente de fascistas e nazistas. O bate-boca começou em 19 de julho, quando o coordenador da campanha petista, Antonio Donato, chamou de fascistas membros da Juventude do PSDB que se fizeram passar por estudantes e protestaram contra Haddad. No dia seguinte, Serra afirmou que a militância do PT na internet se assemelhava às tropas nazistas. Anteontem, o site de Haddad veiculou um vídeo produzido por terceiros que comparava Serra a Adolf Hitler.
Bruno Boghossian, Bruno Lupion, Felipe Frazão e Ricardo Chapola