Neymar carrega o time

Paulo Henrique Ganso faz uma falta enorme ao Santos. Mas, para sorte dos torcedores alvinegros, Neymar continua firme e forte. Ontem, no Pacaembu, outra vez, ele foi o responsável pela garantia do 1 a 0 contra o Cerro Porteño. E a final se aproxima

Redação Esportes

26 de maio de 2011 | 00h35

SANTOS 1 X 0 CERRO PORTEÑO – Paulo Henrique Ganso faz uma falta enorme ao Santos, o que já era mais do que esperado. Afinal de contas, um craque como ele faz falta a qualquer equipe do mundo.

Mas, para sorte dos torcedores alvinegros, Neymar continua firme e forte. Porque o camisa 11 não é apenas o melhor jogador do time. Ele é o time. E isso ficou claro mais uma vez ontem, no Pacaembu, contra o Cerro Porteño.

O jogo foi perigosíssimo para o Santos desde o primeiro minuto. A retranca do Cerro, esperada por muita gente, não deu as caras na partida, o que deixou os jogadores santistas um tanto atônitos.

Aos poucos, o Santos foi se soltando. Isso teve um efeito positivo óbvio: a equipe começou a incomodar a defesa paraguaia. Mas havia um problema, o espaço farto para os contra-ataques do Cerro.

A primeira metade do jogo escancarou um problema que já virou marca registrada do atual time santista: a excessiva dependência de Ney mar. Como Elano definitivamente não se sente à vontade no papel de principal armador da equipe (o negócio dele é jogar um pouco mais atrás, e pela direita), coube ao menino-prodígio inventar as jogadas de ataque.

E ele, apesar de marcado com muito vigor, conseguiu fazer isso. É fácil entender esse time de Muricy Ramalho: defesa bem posicionada, meio de campo combativo e Neymar se virando lá na frente. E tem dado certo.

CAUTELA DE TODOS OS LADOS

A partida mudou drasticamente no segundo tempo por um motivo: o fator gol fora de casa, que tanta influência tem em torneios como a Libertadores – aliás, é o caso de discutir se ele realmente faz mais bem do que mal ao futebol. Seja como for, apesar de ter a consciência de que era necessário aumentar a vantagem, o Santos tinha medo do tal gol fora de casa.

Enquanto isso, o Cerro também jogava com medo, mas por outra razão. A equipe de Assunção não queria de jeito nenhum voltar para casa com uma desvantagem maior do que um gol. Por isso, o time paraguaio não arriscou nada na segunda etapa, porque claramente aposta que a pressão de sua torcida no jogo de volta será suficiente para acabar com o Santos.

Apesar de tanta cautela, a equipe da casa teve as suas oportunidades para marcar o segundo gol, que praticamente acabaria com as chances do Cerro de ir pela primeira vez à final da Libertadores. E as oportunidades apareceram especialmente depois que Maikon Leite entrou em campo, a pouco mais de dez minutos do fim do jogo. Sua velocidade incomodou a defesa paraguaia e ele mostrou que é perigoso dentro da área.

A dica foi dada, e dificilmente Muricy deixará de prestar atenção a ela: na partida de volta, o Cerro terá a obrigação de atacar e vai deixar bastante espaço na defesa. Um cenário perfeito para Maikon Leite entrar como titular.

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