Mano, Muricy ou Luxa? Dúvida acaba hoje

A CBF define nesta sexta-feira, 22, o nome do novo técnico da Seleção Brasileira em substituição a Dunga. Mano Menezes, técnico do Corinthians, Vanderlei Luxemburgo, do Atlético Mineiro, e Muricy Ramalho, do Fluminense, estão na briga Ricardo Teixeira corre para anunciar ainda nesta sexta-feira, 23, o novo treinador da Seleção Brasileira. Até a noite de quinta, 22, o presidente da CBF não havia decidido o sucessor de Dunga. Três nomes estavam na sua mesa: Mano Menezes (Corinthians), Vanderlei Luxemburgo (Atlético-MG) e Muricy Ramalho (Fluminense). O dirigente analisava os pontos favoráveis e contrários dos três para tomar uma decisão. Fontes da CBF disseram que Teixeira iria revelar o nome do eleito ainda hoje, mas a apresentação pode ficar para segunda-feira. Não havia um favorito. Nem mesmo Mano Menezes, um dos mais fortes candidatos, tinha a preferência de Teixeira. Na avaliação do dirigente, Mano tem um bom perfil. É sereno, sabe lidar com a pressão da imprensa e não traria grandes problemas no comando da Seleção no processo de renovação. Contra o técnico do Corinthians pesa o currículo sem grandes títulos e o trânsito livre com alguns empresários. A situação de Vanderlei Luxemburgo é um pouco diferente. O treinador já dirigiu a Seleção, de 1998 a 2000, teve problemas com a Justiça e Receita Federal e foi demitido para salvar a pele de Ricardo Teixeira, também alvo de denúncias em uma CPI no Senado Federal. Luxemburgo conseguiu se livrar dos problemas com a Receita, acumulou um currículo expressivo de conquistas, mas não se desligou das polêmicas com dirigentes e até políticos. Desde 2004, quando foi campeão brasileiro pelo Santos, não fatura um título importante. A rejeição ao nome de Luxemburgo ainda é grande entre a torcida e parte da mídia. Muricy Ramalho é bem avaliado pelo presidente da CBF. A seu favor o tricampeonato do Brasileirão no comando do São Paulo em 2006, 2007 e 2008. Ele foi eleito quatro vezes consecutivas o melhor treinador do Brasil na eleição promovida pela CBF.Contra Muricy pesa seu gênio explosivo e a pouca paciência com a imprensa. Não chega a ter um comportamento parecido com o de Dunga, mas não se intimida diante dos críticos.Teixeira também tem dúvidas se Muricy daria conta do processo de renovação da Seleção nos próximos quatro anos. Telefonema Após a analisar os prós e contras dos três, o presidente da CBF ainda iria ouvir alguns assessores mais próximos para definir o sucessor de Dunga. Feita a escolha, Ricardo Teixeira daria um telefonema ao treinador para formalizar o convite. O dirigente também pode anunciar ainda hoje o nome do novo diretor de seleções. Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo em 1994, é um dos fortes candidatos a assumir o cargo apesar de ter fracassado na Copa de 2006 e ter sido alvo de críticas do presidente da CBF. Ele seria conduzido ao cargo atendendo a um pedido de João Havelange, ex-presidente da Fifa. A missão do novo treinador é a completa reformulação na Seleção. “Não podemos cobrar resultados imediatos, a nossa obrigação é a renovação”, anunciou Ricardo Teixeira, dois dias após o Brasil ter sido eliminado pela Holanda na Copa da África do Sul. O primeiro passo será a convocação dos 22 jogadores para o amistoso contra os Estados Unidos, dia 10 de agosto, em Nova Iorque. A Seleção terá pelo menos mais quatro amistosos até o final do ano. Em 2011, disputará a Copa América na Argentina.

Redação Esportes

22 Julho 2010 | 23h55

Ricardo Teixeira corre para anunciar ainda nesta sexta-feira, 23, o novo treinador da Seleção Brasileira. Até a noite de quinta, 22, o presidente da CBF não havia decidido o sucessor de Dunga. Três nomes estavam na sua mesa: Mano Menezes (Corinthians), Vanderlei Luxemburgo (Atlético-MG) e Muricy Ramalho (Fluminense). 

O dirigente analisava os pontos favoráveis e contrários dos três para tomar uma decisão. Fontes da CBF disseram que Teixeira iria revelar o nome do eleito ainda hoje, mas a apresentação pode ficar para segunda-feira. Não havia um favorito. Nem mesmo Mano Menezes, um dos mais fortes candidatos, tinha a preferência de Teixeira.
Na avaliação do dirigente, Mano tem um bom perfil. É sereno, sabe lidar com a pressão da imprensa e não traria grandes problemas no comando da Seleção no processo de renovação. Contra o técnico do Corinthians pesa o currículo sem grandes títulos e o trânsito livre com alguns empresários.
A situação de Vanderlei Luxemburgo é um pouco diferente. O treinador já dirigiu a Seleção, de 1998 a 2000, teve problemas com a Justiça e Receita Federal e foi demitido para salvar a pele de Ricardo Teixeira, também alvo de denúncias em uma CPI no Senado Federal. Luxemburgo conseguiu se livrar dos problemas com a Receita, acumulou um currículo expressivo de conquistas, mas não se desligou das polêmicas com dirigentes e até políticos. Desde 2004, quando foi campeão brasileiro pelo Santos, não fatura um título importante. A rejeição ao nome de Luxemburgo ainda é grande entre a torcida e parte da mídia.
Muricy Ramalho é bem avaliado pelo presidente da CBF. A seu favor o tricampeonato do Brasileirão no comando do São Paulo em 2006, 2007 e 2008. Ele foi eleito quatro vezes consecutivas o melhor treinador do Brasil na eleição promovida pela CBF.Contra Muricy pesa seu gênio explosivo e a pouca paciência com a imprensa. Não chega a ter um comportamento parecido com o de Dunga, mas não se intimida diante dos críticos.Teixeira também tem dúvidas se Muricy daria conta do processo de renovação da Seleção nos próximos quatro anos.
 
Telefonema
Após a analisar os prós e contras dos três, o presidente da CBF ainda iria ouvir alguns assessores mais próximos para definir o sucessor de Dunga. Feita a escolha, Ricardo Teixeira daria um telefonema ao treinador para formalizar o convite.
O dirigente também pode anunciar ainda hoje o nome do novo diretor de seleções. Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo em 1994, é um dos fortes candidatos a assumir o cargo apesar de ter fracassado na Copa de 2006 e ter sido alvo de críticas do presidente da CBF. Ele seria conduzido ao cargo atendendo a um pedido de João Havelange, ex-presidente da Fifa.
A missão do novo treinador é a completa reformulação na Seleção. “Não podemos cobrar resultados imediatos, a nossa obrigação é a renovação”, anunciou Ricardo Teixeira, dois dias após o Brasil ter sido eliminado pela Holanda na Copa da África do Sul.
O primeiro passo será a convocação dos 22 jogadores para o amistoso contra os Estados Unidos, dia 10 de agosto, em Nova Iorque. A Seleção terá pelo menos mais quatro amistosos até o final do ano. Em 2011, disputará a Copa América na Argentina.