Piritubão: área contaminada é pequena

De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) local onde é cogitada a construção do estádio para a abertura da Copa do Mundo de 2014 tem um perímetro de apenas 1.200 metros quadrados interditados

Redação Esportes

14 de julho de 2010 | 22h55

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A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) confirmou nesta quara-feira, 14, que um dos terrenos em Pirituba, na zona oeste, onde é cogitada a construção do estádio para a abertura da Copa do Mundo de 2014, tem um perímetro contaminado de apenas 1.200 metros quadrados e outros focos que “serão objeto de investigação para serem definidas medidas de intervenção”.

Sem divulgar o laudo técnico e os relatórios produzidos sobre a área desde 2003, o órgão estadual informou, em nota oficial, ter detectado uma mancha de poluição hoje restrita a uma das glebas do terreno. Essa gleba ocupa 1,8 milhão de metros quadrados – a área total do terreno é de 4,9 milhões de metros quadrados. O local era uma vala usada pela Pedreira Universo até 1966 como local para o depósito de resíduos industriais de areia de fundição.

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Nenhum empreendimento pode ser erguido sobre a área de 1.200 metros quadrados em que ficava a cava da pedreira, segundo a Cetesb. Para outras partes da gleba, qualquer projeto terá de ser aprovado antes pelos técnicos da Companhia.

“Qualquer uso futuro da área depende de avaliação técnica para dizer se é possível erguer algo em local com histórico de passivo ambiental. Para nós nunca chegou nenhum projeto de estádio ou da Prefeitura”, afirma Celso Machado, gerente da agência da Cetesb em Santana.

Ele ressaltou que apesar de a mancha estar somente na vala de 1.200 metros, o órgão faz o monitoramento contínuo do espaço de 1,8 milhão de metros – não há suspeita de contaminação nos outros 3,1 milhões de metros. “Existe um lençol freático no terreno e temos de ter o controle para saber se essa mancha não se desloca . Todo o trabalho feito até agora conseguiu concentrar a poluição no espaço da antiga cava da pedreira.”

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O projeto atual apresentado na Cetesb para o terreno com passivo ambiental é a construção de um condomínio com 2.000 casas, proposto pela Cia City – a empresa garante que os imóveis serão erguidos fora do perímetro contaminado. O órgão estadual afirma não ter restrição ao uso proposto pela empresa fora da área onde funcionava a antiga pedreira.

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