Ruby explica o ‘bunga-bunga’ de Berlusconi

A marroquina Ruby – pivô do escândalo envolvendo Silvio Berlusconi e uma suposta prostituição de menores – contou ao jornal ItalianoLa Repubblica como eram as 'festas bunga-bunga', promovidas pelo primeiro-ministro da Itália em sua mansão.

Redação

18 de fevereiro de 2011 | 20h59

(Fabrice Thuile/AP). Ruby: escândalo no governo

A marroquina Ruby – pivô do escândalo envolvendo Silvio Berlusconi e uma suposta prostituição de menores – contou ao jornal ItalianoLa Repubblica como eram as “festas bunga-bunga”, promovidas pelo premiê em sua mansão.

“Depois do jantar, íamos para um salão no subsolo, onde acontecia a bunga-bunga”, afirma a dançarina. “Todas as garotas ficavam nuas durante a bunga-bunga, e eu tinha a sensação de que elas estavam competindo umas com as outras para fazer com que Berlusconi as notasse, com performances sexuais cada vez mais ousadas”, lembra Ruby.

Em outro trecho do depoimento, reproduzido pela agência de notícias  AFP, Ruby descreve como foi seu primeiro encontro com o premiê. “Naquela noite (2010), Berlusconi me disse que a bunga-bunga era um harém, que ele copiou de seu amigo (o ditador líbio Muamar) Kadafi, e que consistia em garotas tirando a roupa e concedendo-lhe ‘prazeres sexuais’”.

Em seguida, a jovem, hoje com 18 anos, falou de um suposta proposta feita a ela por Berlusconi: “Ele me levou até seu escritório e me fez entender que minha vida mudaria completamente se eu participasse na bunga-bunga”.

A marroquina afirma ter se recusado em uma primeira ocasião, mas acabou se unindo ao “harém” de Berlusconi da segunda vez em que o visitou, em março. Ela alega que sua condição era nunca tirar as roupas.

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