Sebrae tem R$ 14 mi para investir com inovadores

Verba total para 2010 era de R$ 28 milhões e metade dessa já tem destino definido. Caso sejam necessários mais recursos, o gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae, Edson Fermann, garante que não vai faltar dinheiro. A meta é atender 17 mil empresas

Redação

28 de junho de 2010 | 00h23

Gisele Tamamar

Inovar para crescer. O lema é simples, mas as micro e pequenas empresas ainda precisam superar as barreiras dos custos financeiros, da resistência a mudanças e do desconhecimento para conquistar um mercado cada vez mais competitivo e globalizado. E para encurtar esse caminho, existem R$ 14 milhões disponíveis por meio do programa Sebraetec de Consultoria Tecnológica.

O total de recursos para o ano no País era de R$ 28 milhões e metade dessa cifra já tem destino definido. Caso mais verba seja necessária, o gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae, Edson Fermann, garante que não vai faltar dinheiro para inovação. A meta é atender 17 mil empresas.

O programa funciona como uma subvenção para o aperfeiçoamento tecnológico e facilita o intercâmbio de conhecimento entre centros detentores de tecnologia e empresas com o objetivo de encontrar soluções adequadas aos problemas. As melhorias podem ser feitas no produto, processo, serviço, gestão ou marketing.

No ano passado, parte dos recursos disponíveis ficaram a espera de empreendedores. “2009 foi um ano atípico por causa da crise financeira mundial e os empresários não tinham certeza de como estava a economia”, explica Fermann.

O empresário Guilherme Steger, 56 anos, contou com o suporte técnico do Sebraetec para desenvolver um equipamento utilizado em filmagens para movimentação de câmeras e giro de cabos. Ele teve dois projetos desenvolvidos em parceria com o Senai e 50% custeados pelo programa, há dois anos. “O equipamento estava parado. Se eu não tivesse a ajuda no custeio não iria desenvolver o equipamento tão cedo”, conta o empresário, dono da Steger Produção de Efeitos Especiais.

De acordo com o gerente do Sebrae, o investimento em inovação deve ser contínuo. “Mesmo quando o mercado se retrai, os clientes vão buscar coisas seletivas e o empresário deve aproveitar o momento. E quando a empresa está vendendo bem, também é um momento de inovar para reduzir custos e buscar uma margem maior de lucro”, alega.

Para Carlos Calmanovici, presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), se a empresa quer competir no mercado e trabalhar em cadeias produtivas globalizadas, a inovação é a peça-chave. “O Brasil está evoluindo na questão da inovação e o ambiente está mais favorável com programas de incentivo do Sebrae e da Finep, por exemplo”, diz. A associação atua em parceria com o Sebrae na realização de workshops para a sensibilização dos empresários em relação à inovação.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.