Serviços é setor que mais gera vaga na Grande SP

Segmento foi o que mais criou postos de trabalho formais entre janeiro e maio deste ano. A média diária de novas vagas em 2011 é a maior dos últimos cinco anos, e setor deve continuar aquecido graças ao turismo de negócios e a grandes eventos, como a Copa de 2014

Redação

04 de julho de 2011 | 23h30

GISELE TAMAMAR

Com média de 743 novos postos de trabalho diários, o setor de serviços foi o que mais criou vagas com carteira assinada nos cinco primeiros meses do ano na Grande São Paulo. Dados do Ministério do Trabalho mostram que foram registradas 112.178 vagas no período, o que representa 63% do total dos novos empregos na região.

A média diária de novas vagas em 2011 é a maior dos últimos cinco anos, sendo que nos cinco primeiros meses de 2007 foram gerados 78,1 mil (517 vagas/dia) postos, no ano seguinte 91,1 mil (599 vagas/dia), no mesmo período de 2009 foram registradas 36,8 mil (244 vagas/dia) vagas e no ano passado 96,6 mil (640 vagas/dia).

Segundo especialistas consultados pelo JT, o mercado de trabalho no segmento continuará aquecido nos próximos meses, especialmente nas áreas de turismo de negócios e grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014.

E quem está em busca de uma vaga pode contar com os serviços de intermediação do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) e do Centro de Solidariedade ao Trabalhador (CST).

As características da cidade de São Paulo, com forte turismo de negócios e grandes eventos, contribuem para o aumento da demanda por mão de obra, explica Nelson Miguel Júnior, gerente regional do Centro de Apoio ao Trabalhador (CAT), órgão ligado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho.

Para o assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Guilherme Dietze, outro fator que influencia positivamente as contratações é o aumento da renda do trabalhador, que passa a gastar mais em turismo, serviços bancários, alimentação, serviços médicos e ensino.

A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o rendimento médio da população na Região Metropolitana de São Paulo foi de R$ 1.667,90 em maio, 1,1% mais do que o mês anterior.

Mercado hoteleiro
O Hotel Holiday Inn foi uma das empresas que sentiram o aquecimento do setor. De acordo com o coordenador de RH do hotel, Overlando Rodrigues, o quadro de colaboradores saltou 23%, de 276 contratados em janeiro de 2010 para os atuais 340. E o estabelecimento hoteleiro ainda conta com outras 63 vagas abertas.

A recepcionista Gisele Soares de Matos, de 28 anos, conseguiu um emprego no hotel neste ano. Formada em turismo, ela trabalhou em um navio no ano passado e desembarcou de volta a São Paulo em janeiro.

A busca pelo emprego começou em maio e no mesmo mês conseguiu a recolocação. “Achei que iria demorar um pouco mais. Mandei dez currículos e obtive cinco respostas”, diz Gisele, que se diz motivada com o novo emprego. “A empresa me deu uma oportunidade mesmo sem experiência na função.”

Call center
No CST, o coordenador Willians Garcia Ferreira pontua que 40% das vagas são para o setor de serviços, com destaque para o call center. “Geralmente as vagas são preenchidas por pessoas em busca do primeiro emprego.” Os salários são de até R$ 1,8 mil para os cargos de supervisor de atendimento de call center e chefe de serviços na área administrativa.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.