Preço do metro quadrado no Itaim começa a cair

Um dos metros quadrados mais caros da capital, o distrito é o primeiro endereço paulistano no centro expandido a ter uma queda nos preços dos imóveis: uma diminuição de 3% no primeiro semestre deste ano em relação a 2010

danielsilva

14 de agosto de 2011 | 19h10

 

O Itaim-Bibi, bairro boêmio e valorizado na zona sul da capital, simboliza um momento inédito no mercado imobiliário de São Paulo.

Antes um dos lugares com mais lançamentos de prédios residenciais e com um dos metros quadrados mais caros da capital, o distrito é o primeiro endereço paulistano no centro expandido a ter uma queda nos preços dos imóveis: uma diminuição de 3% no primeiro semestre deste ano em relação a 2010.

Os dados constam de um levantamento feito pelo Jornal da Tarde dos dados da Empresa Brasileira de Estudos Imobiliários (Embraesp).

Foram compilados todos os lançamentos de janeiro de 2007 a julho deste ano. O preço médio do metro quadrado dos empreendimentos no Itaim ainda é alto: R$ 13.183 neste semestre, o segundo maior da cidade, atrás de Vila Nova Conceição, também na zona sul.

Mas, levando em conta que esse valor subia mais de 50% ao ano desde 2006, a tendência de queda é um sinal de que o período glorioso do mercado imobiliário pode estar chegando ao fim.

“Batemos no limite, e agora alguns ajustes de preços vão ocorrer em alguns bairros”, diz o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana.

Além do desaquecimento da economia, especialistas apontam razões urbanísticas para o fenômeno. As principais são os efeitos adversos que o próprio mercado provoca em locais nobres muito visados pelas construtoras.

O Itaim é exemplo clássico. Ao mesmo tempo em que tem o maior número de restaurantes e bares da cidade – com quase 1 mil estabelecimentos – é também o campeão de roubo de carros e registra grandes índices de congestionamento.

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