Eficiência sobe nas pequenas e médias

O índice de eficiência medido pelo Serasa Experian indica que as pequenas e médias empresas brasileiras se recuperaram da crise de 2009. E para ganhar eficiência, o empresário deve investir na melhoria da gestão do negócio

Redação

24 de agosto de 2011 | 10h44

Ligia Tuon

As pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras se recuperaram da crise de 2009. É o que indica o novo índice de eficiência medido pelo Serasa Experian, que registrou um patamar de 57,6 pontos para o segmento (que vai até 100) — último recorde da série. Os setores de comércio e serviço foram os maiores destaques.

O índice é mais alto para companhias que geram mais resultado com menos custos. “Com um número menor de insumos, as empresas que melhor transformaram gastos em resultado tiveram nota máxima”, explica Luiz Rabi, gerente de indicadores de mercado do Serasa Experian.

O que ajudou as empresas dos setores de comércio e serviços foi o aquecimento da economia interna do País. “O câmbio desvalorizado ajudou bastante esse setor, pois barateou o custo das mercadorias. Uma parte eles repassam para os consumidores e outra para o lucro”, diz Rabi.

Porém, segundo o especialista do Serasa Experian, o real valorizado diante do dólar prejudicou a indústria, que não se recuperou do tombo em 2009. “O cambio desvalorizado prejudica a rentabilidade do setor, por causa da competitividade com importados.”

Para ganhar eficiência, as empresas devem investir na gestão, para administrar melhor seus negócios. “Um exemplo de boa gestão no atual cenário refere-se aos juros altos. As companhias têm de operar gerando o próprio capital de giro, sem recorrer a financiamentos”, aconselha o consultor do Sebrae-SP Pedro Gonçalves.

Além disso, o fluxo de caixa deve ser observado. “Se o cliente está pagando a compra à prazo, esse valor pode entrar no faturamento sem que tenha de fato entrado no caixa. Por isso, a inadimplência merece atenção”, acrescenta a professora Dariane Castanheira do Proced/FIA.

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