Ampliando horizontes

Conheça a históroia da Anjos do Brasil, rede que pretende disseminar a formação de outros grupos de investidores anjo pelo País, além de apostar em novas ideias. “O número de interessados em apoiar quem está começando ainda vai crescer muito”, diz Cassio Spina

danielsilva

18 Setembro 2011 | 16h20

SUZANE G. FRUTUOSO

O lado empreendedor Cassio Spina herdou da mãe. “Dona de uma confecção, ela sempre me mostrou que não se vende o que se gosta, mas o que o cliente espera.” A paixão por tecnologia nasceu cedo. Aos 12 anos, “hackeou” a primeira máquina, uma calculadora científica. Com 20 anos, ele abria a própria empresa de desenvolvimento de software, focada em conectividade. “Sabia que isso seria o futuro. A internet comprovou minha intuição.”

A Trellis cresceu, chegou a ter 80 funcionários. Mas em 2004, período pós-bolha da internet, Spina foi procurado por um grupo de investidores. “Queriam colocar dinheiro em empresas já estabelecidas. Estavam assustados com companhias de tecnologia que eram só promessa e quebraram. Avisaram que sairiam do empreendimento em um tempo médio de cinco anos. Significava vender a empresa depois de gerar alto lucro”, explica o empresário.

Ele topou. Sentiu que aquilo lhe ampliaria horizontes, traria desafios – e que existia um novo campo interessante de atuação. “Comecei a pesquisar sobre investidor anjo, mas no modelo ‘leader investment’, em que no máximo duas pessoas avaliam a oportunidade de negócio”, conta.

Essa é a linha da Anjos do Brasil, rede que pretende disseminar a formação de outros grupos de investidores anjo pelo País, além de apostar em novas ideias. “O número de interessados em apoiar quem está começando ainda vai crescer muito”, diz Spina, que desde 2010 investiu em duas empresas de tecnologia, uma de bebidas e uma de segurança. Seu próximo passo será escrever um livro sobre o assunto.

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