Atividades para micro e pequena em SP

Semana Global do Empreendedorismo qualifica empresários até o final do mês. São oficinas, palestras, seminários, jogos e competições voltados para estes empresários com atividades que vão até domingo, dia 20

Redação

17 de novembro de 2011 | 09h31

MARÍLIA ALMEIDA

Até o final do mês o micro e pequeno empreendedor terá um calendário cheio de atividades. São oficinas, palestras, seminários, jogos e competições voltados para estes empresários na capital.

As atividades se concentram na Semana Global do Empreendedorismo, que começou na segunda-feira, dia 14, e termina no domingo, dia 20. É a quarta edição do evento no País. Neste período, serão promovidas 672 atividades – online e presenciais – no Estado de São Paulo.

“Nosso objetivo é capacitar, motivar e conectar pessoas, apresentando histórias de sucesso, além de levar conhecimentos práticos a todas as atividades profissionais”, afirma Maria Juliana Giraldo, gerente de cultura empreendedora do Instituto Endeavour, organizador do movimento.

Para participar, basta se cadastrar no evento de interesse no site www.semanaglobal.org.br. Há desde atividades gratuitas até competições cuja taxa de inscrição é de R$ 500.

O movimento vem em um momento em que 17,5% da população brasileira está envolvida em alguma atividade empreendedora. Essa é a maior taxa em 11 anos da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor no País. “Há interesse do brasileiro em começar o próprio negócio, mas a maioria das empresas não sobrevive por mais de cinco anos”, diz Maria Juliana.

Segundo a gerente do Instituto Endeavour, há três pontos críticos apontados pelo levantamento: a falta de ambição do empreendedor (50% não pensam em expandir o negócio nos próximos anos), falta de planejamento e capacitação, além do fato de que menos de 1% das empresas no País inovam.

“É a taxa mais baixa em comparação com outros países da América Latina. Com esse comportamento, fica fácil ser engolido pela concorrência. Inovar não é necessariamente ter um produto novo, mas fazer as coisas de um jeito diferente”, diz Maria Juliana.

O consultor do Sebrae-SP Renato Fonseca, lembra que as causas de mortalidade de empresas se mantém as mesmas há ao menos 12 anos. “O empresário tem de se preparar para correr riscos, lidar com um mercado competitivo, ser perseverante e ficar atento a oportunidades.”

Fonseca cita a maior oferta de crédito, mais incentivos do governo para a formalização de empresários e sinais positivos da economia como facilitadores de novos negócios.

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