Qualificação vai além de diplomas e competências

Diferencial inclui as competências comportamentais. O profissional precisa saber trabalhar em equipe, ter iniciativa e habilidade de liderança

danielsilva

05 Janeiro 2012 | 23h30

Apenas a qualificação técnica não é suficiente para obter uma boa posição no mercado de trabalho. A diretora de Recursos Humanos da Manpower Brasil, Márcia Almström, reforça que o candidato deve buscar uma diferenciação diante do atual cenário de oportunidades e de escassez de talentos. E esse diferencial inclui as competências comportamentais. O profissional precisa saber trabalhar em equipe, ter iniciativa e habilidade de liderança, por exemplo.

O sócio-gerente da consultoria Asap, Paulo Bivar, diz que as organizações estão interessadas em candidatos motivados e não em profissionais apenas interessados em alavancar o salário. “Trabalhadores interessados apenas na remuneração não aceitam o emprego pelo projeto ou pela empresa. Caso recebam uma proposta maior, vão embora no médio prazo.”
O diretor de novos projetos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Cezar Tegon, dá algumas dicas para quem busca uma recolocação no mercado ou almeja um salto na carreira. O primeiro ponto é conhecer seu perfil comportamental. Assim, será possível mapear com mais clareza áreas e posições que deseja e pode atuar com mais desenvoltura. É importante definir metas.

Tegon recomenda fazer uso da tecnologia. “Em qualquer área ou profissão, tecnologia é fundamental, e não é porque você usa e-mail que deve achar que está atualizado com a tecnologia. Fique sempre antenado com o que a tecnologia tem para otimizar suas funções”, afirma Tegon.

Outra orientação dada por especialistas é reforçar os estudos. Ser graduado, pós-graduado, saber idiomas, participar de cursos e palestras. A lista de recomendações também inclui manter ativa a rede de relacionamento.

Tegon aconselha o profissional sempre deixar uma boa imagem por onde trabalhar e manter um bom relacionamento com chefe, subordinados, clientes e fornecedores. Com essa atitude, o trabalhador será uma referência positiva. Também é importante manter essa rede informada sobre as atividades profissionais, como trocas e promoções.