Cartão pré-pago movimenta R$ 2 bilhões

O uso do cartão pré-pago – no qual o saldo é determinado por depósito bancário feito antes do uso – deve crescer fortemente entre os brasileiros. Calcula-se que, em 2017, o segmento movimente US$ 18 bilhões no País

danielsilva

05 de fevereiro de 2012 | 23h55

O uso do cartão pré-pago – no qual o saldo é determinado por depósito bancário feito antes do uso – deve crescer fortemente entre os brasileiros. Calcula-se que, em 2017, o segmento movimente US$ 18 bilhões no País. O volume é nove vezes maior que os atuais US$ 2 bilhões, gastos sobretudo em viagens e no pagamento de refeições.

Os dados são de pesquisa feita pela Mastercard em parceria com a Boston Consulting Group e obtida com exclusividade pelo JT. O levantamento foi encomendado pela bandeira de cartões em âmbito global. O motivo é mapear as oportunidades de negócios no segmento desse tipo de cartão.

Especialistas em finanças pessoais aproveitam essa informação para justificar a afirmação de que os cartões pré-pagos devem ganhar mais espaço em território nacional daqui em diante.

Liao Chieh, professor de finanças do Insper, pontua, por exemplo, que há um grande espaço para o crescimento do uso do cartão entre a parte da população que ainda não tem conta em banco.

No estudo feito pela bandeira de cartões, os segmentos apontados como os com mais chances de crescimento são o pré-pago para uso em viagens internacionais, o para uso geral e em moeda local.

Alexandre Magnani, vice-presidente de desenvolvimento de novos negócios da Mastercard, diz que, a partir da definição desses segmentos, a bandeira de cartões já desenvolveu plásticos para estas e outras modalidades.

A Visa e a American Express também têm cartões pré-pagos. Fábio Gallo, professor de finanças da Pontifícia Universidade Católica (PUC), recomenda que antes de adquirir algum desses cartões, o consumidor compare os benefícios de cada bandeira.

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