Comprar pela internet sai 25% mais barato

Levantamento feito pelo JT na semana passada, no qual foram selecionados itens idênticos, vendidos nas mesmas lojas físicas e online, mostra que o preço no comércio tradicional pode ser cerca de 25% maior do que o cobrado no comércio online

Redação

19 de fevereiro de 2012 | 07h06

Márcia De Chiara

O velho hábito do consumidor de gastar sola de sapato percorrendo lojas para barganhar preço já não vale mais. Levantamento feito pelo JT na semana passada, no qual foram selecionados itens idênticos, vendidos nas mesmas lojas físicas e online, mostra que o preço no comércio tradicional pode ser cerca de 25% maior do que o cobrado no comércio online.

Exemplo: enquanto uma geladeira frost free duplex, de 352 litros, da marca Brastemp, custava, à vista, R$ 1.999 na loja física, saía por R$ 1.583,01 no site da empresa, com frete grátis. A diferença entre o preço da loja física e o da internet é de R$ 415,99. A história se repete no caso de uma TV de LED, de 32 polegadas, da Samsung, modelo D 5.500. O preço à vista na loja física é de R$ 1.799 e, na virtual, R$ 1.424, também com frete grátis. Uma diferença de R$ 375.

Além de os preços de produtos idênticos serem mais baixos na internet quando comparados com os das lojas físicas, o comportamento médio das cotações no comércio online tende mais para queda (deflação) do que para aumento (inflação).

Em uma comparação feita pelo Ibevar/Provar & Felisoni Consultores Associados, que calcula o e-flation – índice de inflação da internet, mostra que, em 2010 e 2011 – para quatro grupos de produtos, os preços tiveram deflação nos livros (13,9%), eletrônicos (24,8%) e brinquedos (3,1%). No mesmo período, houve inflação nos livros (10,1%) e nos brinquedos (8,5%) nas lojas físicas.

Já os preços dos produtos eletrônicos no comércio tradicional caíram (7,2%), porém bem menos do que nas lojas virtuais. Por último, os preços dos medicamentos subiram tanto nas lojas físicas (7,9%) como nas virtuais (5,6%), mas as cotações do comércio online registraram uma alta menor.

“A deflação predomina na internet”, diz Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Ibevar/Provar. Ele explica que esse movimento ocorre porque o mercado virtual tem custo menor que a loja física, isto é, despesas com energia, aluguel, etc. Além disso, o custo da comparação é baixíssimo. “Esse custo está a um clique do consumidor”, diz o economista.

A professora de inglês e revisora Adriana Jorge, de 40 anos, compra tudo pela internet. De pacote de viagem, remédios e eletrodomésticos até decoração para cupcake. “Se tivesse dinheiro, compraria um carro pela internet”, diz.

Adriana Jorge compra tudo pela internet (Foto: Filipe Araujo/AE)

Sua paixão pelas compras online já lhe rendeu até um título dado por familiares e amigos: “miss compras online”. É que, além de comprar para si própria, ajuda os amigos e parentes a fazer bons negócios via web. “Adoro fuçar e consigo bons preços.” Acostumada a comprar pela internet há mais de dez anos, Adriana diz que teve problemas com a entrega uma única vez. Foi um atraso, mas logo resolvido.