Mais de 50% dos jovens espanhóis sem emprego

Em números exatos, 50,5% dos espanhóis com menos de 25 anos estavam desempregados em fevereiro. Esse dados mostram uma situação tão difícil quanto a verificada na Grécia, onde a taxa atingiu 50,4% em dezembro

Redação

03 de abril de 2012 | 16h24

A taxa de desemprego na Espanha, de 23,6% da população ativa, é a maior de toda a Europa e, entre os jovens, ela superou 50%, o que não acontecia desde pelo menos 1986, ano a partir do qual os dados dessa pesquisa estão disponíveis no site do Eurostat, escritório de estatísticas da União Europeia.

Em números exatos, 50,5% dos espanhóis com menos de 25 anos estavam desempregados em fevereiro. Esse dados mostram uma situação tão difícil quanto a verificada na Grécia, onde a taxa atingiu 50,4% em dezembro (dado mais recente).

Três Europas
Os números sobre o mercado de trabalho, especialmente aqueles referentes aos jovens, mostram um abismo entre os países da chamada “periferia europeia” e as nações mais desenvolvidas da região. Considerando pessoas com idade abaixo de 25 anos, somente na Espanha e na Grécia a taxa de desemprego está na faixa dos 50%.

No outro extremo aparecem Noruega, Alemanha, Áustria e Holanda, quatro países onde menos de 10% dos jovens estão desempregados.

Separando essas duas Europas há uma terceira, com taxas de desemprego intermediárias. Entre os jovens na França e no Reino Unido, a desocupação tem ficado pouco acima de 20%. Na Itália, o indicador fica em pouco mais de 30%.

Pré-euro
O desemprego na Espanha, mesmo sendo hoje o maior da União Europeia tanto na taxa geral como na de jovens, não está muito mais alto do que em meados da década de 1990.

Antes do euro, o mercado de trabalho espanhol passou por momentos difíceis. Em 1994, por exemplo, a taxa de desocupação superava 20%, em relação à população ativa e 40% entre os jovens.

Os espanhóis viram melhoras consistentes nesse indicador apenas a partir de 1997, dois anos antes da criação do euro. O indicador melhorou continuamente até 2007, quando ficou abaixo de 8% (e de 20% entre os jovens). A partir de 2008, ano da crise financeira internacional, o desemprego na Espanha deu um salto e não parou mais de subir, até atingir os níveis atuais.

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