A Beyoncé do Pará agita o início de domingo

Com show às 6h, a cantora mostra animação e empolga um público pequeno (cerca de 200 pessoas), mas animado e disposto a dançar o tecnobrega. A cantora Gaby Amarantos, bem que tentou, mas cedeu aos pedidos e tocou o hit 'Hoje Eu Tô Solteira'

Redação

17 de abril de 2011 | 11h40

Pedro Antunes

Com show às 6h, a cantora mostra animação e empolga um público pequeno (cerca de 200 pessoas), mas animado A apresentação da paraense Gaby Amarantos, no Palco Barão de Limeira, foi a representação perfeita do que é a Virada Cultural. Foi um show às 6h, quando o céu ainda estava escuro e com um público em quantidade surpreendente: cerca de 200 pessoas, animadas, dançando. Também mostrou a pluralidade do evento.

Gaby, conhecida como Beyoncé do Pará, canta um tecnobrega, estilo de maior sucesso no norte do País, mas que, aqui em São Paulo, ainda encontrava quem torcesse o nariz para o gênero, com letras simplistas, guitarradas, batidas eletrônicas e teclados bem sintetizados. Quando a moça subiu ao palco, dois minutos antes do programado, o frio não pareceu incomodar os presentes – predominantemente moderninho – que dançou durante a uma hora de apresentação.

Figurinha frequente nas casas de show do Baixo Augusta, Gaby e seu tecnobrega se tornaram cult. Ela sabe dessa força e a usa a seu favor, sempre fazendo questão de afirmar suas origens: “Eu tenho orgulho do Pará”, dizia ela, a todo momento. A moça, em dado momento, sacou uma bandeira do seu Estado, e ficou abraçada a ela. A Beyoncé do Pará é performática ao extremo: não para um minuto de rebolar, sensualmente, ostentando um corpanzil robusto, coberto por uma malha com estampas que pareciam imitar a pele de uma cobra – o brega está na moda – e joga os cabelos para frente e para trás, movimento que consagrou a primeira diva do tecnobrega por aqui, Joealma, da banda Calypso.

A todo momento, ela agradeceu ao público fiel, que não parou de pedir o maior hit da cantora, Hoje Eu Tô Solteira, uma versão abrasileirada de Single Ladies, da Beyoncé verdadeira, e que deu a alcunha a Gaby. Agora, ela parece incomodada com o rótulo: “A Beyoncé é maravilhosa. Mas eu amo ser a Gaby Amarantos”.

Ela resistiu o quanto pode aos pedidos, mas, já no fim do show, cedeu. E as cerca de 200 pessoas, atendidas e satisfeitas, podiam ir para casa dormir. Ou aproveitar mais alguma atração da diversificada Virada. Afinal, o dia já estava claro.

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