Alice Braga: ‘Hollywood é um mundo irreal. É como ir à Disney e voltar’

Em entrevista ao JT, o maior nome brasileiro em Hollywood na atualidade, a atriz Alice Braga, de 27 anos, desdenha a pressão e conta como é contracenar com famosos e lidar com o universo do tapete vermelho.

Redação

22 de agosto de 2010 | 23h45

A atriz Alice Braga, em cartaz atualmente com 'Cabeça a Prêmio' (Foto: André Lessa/AE)

A atriz Alice Braga, em cartaz atualmente com 'Cabeça a Prêmio' (Foto: André Lessa/AE)

Fernanda Brambilla

 

Em entrevista ao JT, a atriz Alice Braga, de 27 anos, o principal nome brasileiro em Hollywood atualmente, fala sobre a experiência – e a tietagem – de contracenar com famosos como Will Smith, Jude Law, Harrison Ford e recentemente Anthony Hopkins, a quem chamou de ‘um gentleman’. Acelerada, a atriz busca versatilidade, e mescla blockbusters como ‘Predadores’ com produções nacionais de amigos, como ‘Cabeça a Prêmio’, estreia do colega Marco Ricca na direção, que acaba de entrar em cartaz.

Como você guia sua carreira internacional hoje?
Eu busco deixar acontecer e, mais do que tudo, me divertir. Eu me vejo como uma atriz exercendo seu ofício. Meu maior desejo é ficar trabalhando, seja como for. Mais do que pensar na carreira, eu quero é trabalhar.

Contracenar com famosos já virou natural ou você ainda tem de conter o deslumbramento?
Todas as vezes em que isso acontece, eu penso: ‘Que surreal isso!’ Em todos os filmes! Inclusive, a primeira vez foi com Wagner Moura (em ‘Cidade Baixa’). Quando cheguei para gravar, pensei: ‘Caramba!’ Eu era muito fã dele.

Dá pra manter contato com um Will Smith, um Jude Law?
Durante as filmagens, sim. A gente fica três meses com os mesmos caras. Acaba virando uma família. Mas quando o filme termina, cada um segue sua vida, seus próximos projetos. É difícil manter contato. Claro que você guarda e-mail, telefone, mas é muito difícil rever depois.

Você parece ser centrada. Esse glamour de Hollywood, tapete vermelho, já lhe subiu à cabeça?
É um universo irreal. Aquele monte de gente. É engraçado, eu vivo isso mas sou tão pé no chão, tão All Star (tênis), jeans, camiseta, que quando eu vou nessas coisas, sinto que tou fora da realidade. Para mim, é como ir pra Disney e voltar. É assim que lido com isso.

Mas é divertido, não?
Eu não acho certo. Odeio. Odeio. Essa é a parte da profissão que é difícil pra mim. Morro de vergonha de tirar foto. Estar lá de vestido, toda menina pensa: ‘Ai meu vestido, meu cabelo, minha postura’, e você tem de estar preparada para o rátátá (ela imita o som dos flashes), pensar que é parte do processo e enfrentar.

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