Autora transforma ‘Gossip Girl’ em thriller

Cecily von Ziegesar deu tons assustadores aos personagens da série adolescente

Redação

18 de agosto de 2012 | 23h34

JÚLIA FERNANDES

Foi ao som de gritos e palmas da plateia, em sua maioria adolescente, que Cecily von Ziegesar foi recebida no dia 11, na 22ª edição da Bienal do Livro de São Paulo, que termina hoje. Autora da renomada série infanto-juvenil de livros Gossip Girl, que vendeu mais de 350 mil cópias no Brasil e deu origem à série exibida no canal por assinatura Glitz*, Cecily veio a São Paulo para lançar sua nova obra, Gossip Girl – Psycho Killer.

A nova versão da série sobre a vida de jovens ricos do Upper East Side de Nova York retoma a mesma história do primeiro volume (Gossip Giril – As Delícias da Fofoca), reescrita com muito sangue, crime e violência, além das intrigas e fofocas. Personagens já bem conhecidas dos fãs, as amigas Serena e Blair continuam as mesmas, mas suas personalidades revelaram um lado mais sinistro.

Na nova trama, Cecily, que foi criada e ainda mora em Nova York, mostra que a perfeita Serena tem um sangue frio e uma capacidade de matar sem remorso. Sua melhor amiga, a menina mais perversa e competitiva de Manhattan, Blair fica com inveja da amiga e começa suas próprias matanças. “Conheço autores que tentaram fazer mashups (misturas) de livros clássicos, mas ficaram ruins. Como o livro é meu, percebi que podia fazer o que quisesse com ele. Não é um clássico como Jane Austen. Eu podia ser irreverente, e isso foi muito divertido”, conta Cecily.

Entrando na onda dos romances mais sombrios, com monstros, assassinos e vampiros, a autora garante que várias cenas são mais atrapalhadas do que sérias e que o livro é uma sátira, com o objetivo de ser engraçado. “Sempre quando escrevo, puxo o leitor para que ele faça parte da história. Com esse livro, quis que as pessoas tivessem novas reações, se você não se assusta, se surpreende. Quero que leiam, deem risada e pensem: ‘Não acredito que isso está acontecendo!’”, explica.

Impressionada com sua popularidade no Brasil, Cecily acredita que as pessoas acabam se identificando com os personagens e percebendo semelhanças entre o cenário de Nova York e suas próprias cidades, já que a história de Gossip Girl é universal. A autora ficou chocada com a quantidade de fãs que a recebeu em São Paulo e relembrou a outra Bienal da qual participou, em 2007, no Rio, quando assinou livros por cinco horas. “Fiquei maravilhada com os fãs brasileiros, me senti a Madonna! Em nenhum outro lugar as pessoas são tão animadas e alegres. Tinha gente chorando e gritando meu nome!” .

Ainda sem saber se Gossip Girl – Psycho Killer terá uma sequência, Cecily afirma que adoraria escrever um roteiro para o filme Gossip Girl. Mas, por enquanto, está se aventurando em uma nova série de TV, uma comédia diferente de seus outros trabalhos, que ainda não tem nome. ::