Os super heróis estão entre nós. De verdade

Novo seriado do canal por assinatura The History Channel apresenta serer humanos com superpoderes. São pessoas superfortes ou resistentes à eletricidade. A apresentação fica por conta de Stan Lee, criador de heróis clássicos como Homem-Aranha e Hulk

Redação

29 Janeiro 2011 | 00h06

Veja uma demonstração dos superpoderes de Dennis Rogers

Pedro Antunes

O indiano Raj Mohan Nair era um garoto de 7 anos quando sua mãe morreu. Desesperado, ele enxergou apenas uma opção: cometer suicídio. A difícil escolha de como seria a sua morte foi determinante para a sua sobrevivência. O menino foi até um transformador na cidade na qual nasceu e viveu, Kollam, na Índia. Agarrou-se aos fios de alta tensão e… nada. Nem um choquinho sequer. Naquele momento, Raje descobriu ser diferente dos outros humanos.

O corpo dele possui maior resistência à eletricidade. Por isso, ficou conhecido como Electro-man. Mas ele não sai por aí usando capa chamativa ou alguma fantasia. Raj Mohan não é um personagem saído das histórias em quadrinhos. Ele é 100% real.

Criada para procurar casos bizarros e interessantes pelo mundo, como o do Electro-man, a série Os Super-Humanos de Stan Lee estreia hoje no canal de TV por assinatura The History Channel e vai ao ar todos os sábados, às 22h. No seriado, todas as pessoas passam por testes para verificar a autenticidade dos seus poderes.

Também personagem do primeiro episódio, Dennis Rogers é tido como um dos homens mais fortes do mundo. Ele é capaz de entortar ferramentas apenas com as mãos, arrastar uma motocicleta em movimento, entre outras coisas. Apesar disso, é um homem simples, religioso e avô de cinco crianças. “Isso é um dom que Deus me deu”, disse Rogers ao JT, por telefone.

Como o título da série já diz, Stan Lee, criador de grandes super-heróis – como Homem-Aranha, Hulk, Quarteto Fantástico, X-Men e tantos outros – é o apresentador do projeto. Sua presença ali é mais pela grife do que outra coisa. O trabalho pesado de rodar o mundo fica a cargo de Daniel Browning, um contorcionista que, de tão elástico, mais parece o Senhor Fantástico, líder do quarteto de heróis mais famoso das HQs. A presença do ícone dos quadrinhos, aos 88 anos, além de divertida, é um belo chamariz. Um convite quase que irresistível para os fãs das histórias em quadrinhos.

O programa é um reflexo de uma crescente humanização dos heróis. Quando Stan Lee criou o Homem-Aranha, em 1963, havia uma dicotomia muito evidente. Era explícita a posição de mocinhos e bandidos. Nesse contexto, os heróis eram seres perfeitos, sem falhas. Hoje, não mais. Aos poucos, isso mudou. E os supers passaram a ser mais… humanos. Todos são falhos. Mais parecidos conosco e, portanto, mais próximos da realidade. Essa é a graça da nova série. Nela, os heróis, como Raj Mohan e Dennis Rogers, são pessoas comuns. Ou quase.