Pitty traz seu circo para São Paulo

Pitty lança o seu segundo registro ao vivo, A Trupe Delirante no Circo Voador, gravado na famosa casa de shows no Rio de Janeiro, em dezembro do ano passado. E é justamente esse o trabalho que ela apresenta hoje, às 22h, no Citibank Hall

Redação

11 de junho de 2011 | 17h23

PEDRO ANTUNES

Ela é a mulher do rock nacional. Voz feminina das mais representativas, com letras engajadas, sempre acompanhada por guitarras distorcidas e uma bateria pulsante. É, por fim, um dos grandes símbolos do rock’n’roll produzido pelas mulheres no Brasil. A cantora baiana de 33 anos lança o seu segundo registro ao vivo, A Trupe Delirante no Circo Voador, gravado na famosa casa de shows no Rio de Janeiro, em dezembro do ano passado. E é justamente esse o trabalho que ela apresenta hoje, às 22h, no Citibank Hall, no show de estreia da turnê em São Paulo.

O discurso dessa mulher moderna e independente, que é a própria Pitty, permeia o novo trabalho. No registro do show, não se completam nem dez minutos de apresentação quando a guitarra de Martin e o baixo de Joe, em uníssono, começam a tocar um riff vagaroso, acompanhado pela bateria pesada de Duda, em ritmo lento. É Desconstruindo Amélia: “A despeito de tanto mestrado / Ganha menos que o namorado /E não entende por que /Tem talento de equilibrista /Ela é muita se você quer saber /Hoje aos 30 é melhor que aos 18 /Nem Balzac poderia prever /Depois do lar, do trabalho e dos filhos /Ainda vai pra nigth ferver”, canta Pitty.

“Já seguro há tempos (a bandeira da nova postura da mulher na sociedade), mas de forma natural e sem ser panfletária-clichê. Serve para que se questione o fato”, diz. Nas imagens do DVD, fãs embarcam no discurso e ficam de sutiã, rodando as camisetas no alto.

Concerto ao Vivo, de 2007, reunia as principais músicas dos dois primeiros discos de Pitty, Admirável Chip Novo (2003) e Anacrônico (2005), o novo registro é quase todo baseado no recente Chiaroscuro (2009). Todas as 11 faixas dele estão no DVD. “Noto mudanças bem evidentes”, compara a cantora. “Pode-se considerar uma evolução. Novas experiências surgem no caminho e vão se incorporando ao palco”. A evolução pode ser notada em Comum de Dois, agitada canção inédita, criada nos ensaios para o show, em que fala sobre crossdressers (homens que se vestem de mulher, sem serem homossexuais). Há ainda uma versão hardcore de Se Você Pensa, de Roberto e Erasmo.

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