Jornal da Tarde: o fim do Fusca

Jornal da Tarde: o fim do Fusca

Edmundo Leite

11 de agosto de 2021 | 13h42

Uma notícia pegou o Brasil de surpresa em 11 de agosto de 1986. A Volkswagen anunciou naquele dia que em dezembro pararia de fabricar o Fusca, o carro mais popular do País.

A notícia foi tão surpreendente que o Jornal da Tarde do dia seguinte saiu com uma edição extra do Jornal do Carro, o suplemento que circulava às quartas-feiras e foi antecipado em um dia para contar a história do fim do carro mais amado, e vendido, do Brasil.

Na capa do jornal, o fundo preto dava o tom de luto, com o traço inconfundível do carro sendo pintado por uma mão segurando um pincel.

Na capa do Jornal do Carro, uma lágrima foi desenhada saindo de um dos faróis redondos de um Fusca. O subtítulo do suplemento brincava com o filme da Disney sobre um fusca chamado Herbie, mas também dava a dimensão do valor afetivo e de quantas histórias o veículo protagonizou com as pessoas no mundo real aqui no Brasil: “Se meu Fusca falasse”.

Apesar do sucesso e do carinho com o veículo, o Jornal do Carro contava o motivo da decisão da Volkswagen: com a defasagem tecnológica do carro, as vendas estavam caindo e o velho Fusca não tinha mais como se modernizar diante dos avanços da indústria automobilística e as novas exigências dos consumidores.

 

Leia também:

>> Fusca, paixão nacional

>> Fusca 1973: Vou de táxi

>> Fusca 1968: E ainda dizem que mulher não entende de carro

>> Fusca 1969: Você acha que deixaremos morrer o besouro?

>> Chuá: algumas fotos parecem ter som

>> O fim do Fusca no Estadão

>> Galeria de fotos: Fuscas na História

Veja também: Acervo Estadão | acesse todas edições desde 1875

Tudo o que sabemos sobre:

Fusca [Volkswagen]

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.