Obrigado, Tietê

Estadão

08 de outubro de 2010 | 07h53

Bruno Lupion, do estadão.com.br – Foto: JB Neto/AE

Em outubro a luz da Nova Marginal será ligada, e termina um prazer descoberto por acaso nas madrugadas de inverno: ficar parado de pé, numa ponte escura, bem em cima do Rio Tietê.

O pedestre maluco que se deixa estar ali sente uma brisa úmida no rosto. Praticamente não há sons ou cheiros. E o breu e o silêncio aguçam o instinto.

Com o corpo inclinado, dá pra notar, lá embaixo, a água se movimentando rumo ao interior, em passo lento e determinado. A lua refletida no rio mostra ondulações e rodamoinhos.

Não há motos e caminhões, luzes e marginais, correria e tensão. Nesse átimo, o rio vive. E consegue transmitir aquela paz de espírito que tanto faz o homem buscar o lazer à beira d´água.


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