Nao estude inglês

carloseduardogoncalves

20 Junho 2015 | 23h26

Isso mesmo. Não é mais necessário como antes. Explico-me.

Andei entrevistando babás nas ruas de Maryland e de DC, perto da Casa Branca. Foram 73 no total, durante junho, quando todas estão nas ruas e parques por conta do verão. Quando via aquela carinha de índia da américa do sul, lá ia eu. Sempre, sempre falando em espanhol com as crianças, treinando bebezinhos e toddlers norte-americanos na saborosa língua de Cervantes. Por quê? A pedido explícito dos pais, que não tendo nada de bobos, já pressentem que no futuro falar inglês apenas não será suficiente para sobreviver por aqui ( para não mencionar a situação periclitante de quem não sabe espanhol em Miami).

O fatos.

As placas nos parques carregam avisos nas duas línguas (“utilize la basura”). Nas livrarias tem Hamlet em espanhol (Hamlet !).  Escolas bilíngues se multiplicam. No BIRD , instituição internacional no coração da capital dos EUA, se você fala em inglês te olham como se fosses um E.T  phone… home. E, claro, os latinos nao param de chegar –só escuto eles nas ruas – e , portanto, a coisa se agravará certamente no futuro, por meros cálculos de reprodução.

Ah, e não se preocupe com aquela Ilha. Eles vão ter que se curvar à maior potência economica mundial.

Take home lesson: ponha seu filho numa escola de espanhol para ele ser bem sucedido no mercado de trabalho mundial em 2031 (nada de contar com o famigerado portunhol; é ridículo e será tratado como tal pelos donos do poder).