As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Mappin, venha correndo Mappin, é a liquidação…’

Cley Scholz

28 Novembro 2013 | 17h30

SÃO PAULO – Inaugurado no dia 29 de novembro de 1913, na rua XV de Novembro, o Mappin foi símbolo de glamour por décadas com sua loja sofisticada na Praça Patriarca e, no fim dos anos 30, na Praça Ramos de Azevedo.

A loja, que completaria 100 anos nesta sexta-feira, era frequentada pela elite paulistana e, com o passar dos anos, pelo grande público.

Ao longo da sua história, a famosa loja de departamentos foi uma das maiores anunciantes do Brasil. Já no dia da sua inauguração, a empresa publicou anúncio de página inteira na capa do Estadão

Shoppings. O Mappin perdeu espaço a partir dos anos 70, com a chegada dos shoppings centers. A empresa funcionou até 1999, quando fechou as portas após ter ido à falência.

Um dos principais atrativos da megaloja era a localização: o endereço fica próximo da estação Anhangabaú do Metrô e de frente com o Teatro Municipal.

Marco do centro, o antigo prédio estilo art déco do Mappin, na Praça Ramos Azevedo, foi reaberto pouco depois da falência com um novo inquilino, o Extra, do Grupo Pão de Açúcar, e depois pelas Casas Bahia, que está no local até hoje.

O prédio pertence à Santa Casa de Misericórdia. Tem dez andares e 15 mil metros quadrados.

Nos anos 80, quando ainda era um dos pontos comerciais mais valorizados da cidade, o Mappin tinha 300 mil itens à venda e 5 mil Funcionários.

Ao completar 83 anos, em 1996, o Mappin passou para o controle do empresário Ricardo Mansur. Depois de três anos veio a decretação de falência.

No mesmo ano, o novo inquilino, o Grupo Pão de Açúcar, rebatizou o ponto de Extra Mappin. O supermercado ficou no local por cinco anos.

Houve momentos, na década de 60, em que o Mappin crescia mais do que o aumento das riquezas do País somadas (mais do que o PIB, o Produto Interno Bruto).

Líder. Por muitos anos, foi a loja brasileira com maior volume de vendas por metro quadrado.

O Mappin Stores, fundado por ingleses, tinha um porteiro uniformizado para receber a requintada clientela. Nos dias de chuva, o porteiro ia apanhar as senhoras no carro, com seu guarda-chuva.

Os desfiles de moda e o famoso salão de chá inglês resistiram à mudança da loja para a Praça do Patriarca e, depois, para a Ramos de Azevedo, onde chegou em 1939.

Em 1950, um advogado e comerciante de café, Alberto Alves Filho, assumiu o controle da empresa. Mandou retirar as portas giratórias e abrir amplas entradas.

Os cristais e a moda fina saíram das vitrines, para dar lugar a produtos populares. O Salão de Chá, referência de elegância na cidade, acabaria fechando.

Até então, apenas clientes muito especiais contavam com facilidades de pagamento (a fatura era cobrada em casa). Alves Filho abriu o crediário e o resultado foi uma explosão de compradores.

No auge do sucesso do Mappin, entrar na loja para as compras de Natal, ou nas grandes liquidações, era quase como pegar um metrô lotado nos dias de hoje.

Reclames do Estadão: A história do anúncio impresso 

Instagram Twitter Facebook  Pinterest 

Mais conteúdo sobre:

1913mappin