O cigarro que tentou apagar o fósforo
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O cigarro que tentou apagar o fósforo

Em 1916, fabricante oferecia cigarro que acendia na própria carteira, mas a pólvora em uma das extremidades liberava arsênico

Cley Scholz

28 Abril 2014 | 23h10

Cigarro que acende na própria carteira em 1916

Cigarro que acende na própria carteira em 1916

Os cigarros que acendem na própria carteira. O produto dispensava palitos de fósforo. Para acender, bastava esfregar uma das extremidades na embalagem. A ponta, composta por substâncias como clorato de potássio e sulfureto de antimônio, inflamava com o atrito. O rótulo admitia a presença de alguma impureza do sulfureto – ‘certa quantidade de arsênico’. O fabricante argumentava que isso não chegava a ser nocivo, uma vez que os fósforos também continham os mesmos produtos e não havia notícia de vítimas, ‘apesar do uso contínuo que dele fazemos’. O produto foi aprovado pelo Ministério da Agricultura, dizia o anúncio ocupando quase metade da contracapa do Estadão em 5 de novembro de 1916. Confira a edição no Acervo Estadão.

Mais reclames de cigarro aqui.

 

Reclames do Estadão: A história do anúncio impresso 

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