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Suástica já foi usada como logotipo no Brasil

Cley Scholz

01 Outubro 2013 | 11h33

SÃO PAULO – A cruz suástica já foi usada no Brasil como logotipo de várias empresas nacionais e multinacionais, antes de tornar-se conhecida como símbolo do nazismo na Alemanha.

Desde 1913, o depósito de material elétrico Haupt já aparece em anúncios publicados no Estadão com o logotipo em forma de suástica. Também já usaram o símbolo a Asea e a Shell, que comercializava um óleo lubrificante chamado Swastica.

 

 

Asea. Nos anos 1920, a mesma empresa aparece em anúncios impressos como representante da indústria de máquinas elétricas alemã Asea, que também utilizava o símbolo como logomarca.

A companhia sueca Asea, agora parte da Asea Brown Boveri, usava a suástica em sua marca, desde a década de 1890 até 1933.

Nos anos 1920 e 1930 a suástica também aparecia em anúncios da marca de gasolina Energina e do óleo lubrificante Swastica, duas empresas pertencentes à gigante petroleira Anglo-Mexican Petróleo.

Nos dois casos, a cruz usada é diferente da nazista e gira no sentido horário.

Os anúncios da gasolina Energina usavam caricaturas que mostravam personagens espantados com a velocidade dos carros abastecidos com o combustível.

Anglo Mexican. Em outubro de 1926, um anúncio da Anglo-Mexican dizia que o aviador Ramon Franco, que voou 10,2 mil quilômetros em 60 horas desde Palos de Moquer, na Espanha, até Buenos Aires, no hidroavião Plus Ultra, havia utilizado a gasolina Energina na etapa do Rio até o fim da viagem.

Em 31 de dezembro de 1926, a Shell publicou um anúncio no Estadão para informar iria trocar a antiga cruz suástica dos seus produtos pela concha usada até hoje.

O mesmo anúncio informava que os lubrificantes Swastica haviam mudado de nome e passariam a se chamar Energina.

“Estas modificações não alterarão a qualidade dos produtos, que continuarão como sempre a proporcionar ao público qualidade irrepreensível”, dizia o texto da Anglo-Mexican.

A suástica já foi usada até pela Coca-Cola, em 1925, em chaveiros e um “relógio da sorte” com o slogan: “Beba Coca-Cola, cinco centavos em garrafas”.

História. Com o crescimento do nazismo, o símbolo foi abandonado pelas empresas e até mesmo por povos indígenas norte-americanos, que publicaram um decreto declarando que não mais usariam a suástica em sua arte.

No passado, a suástica com diferentes variações já foi usada por Astecas, Celtas, Budistas, Gregos e Hindus.

O partido nazista adotou a suástica, ou ‘Hakenkreuz ‘ (cruz em gancho) em 1920.

Na Alemanha pós-guerra, o Código Penal tornou criminosa a exibição da suástica e outros símbolos nazistas – com exceção dos fins educacionais e de demonstrar oposição ao nazismo.

No Brasil, o uso da suástica para fins nazistas é considerado crime, de acordo com a lei 9.459, de 1997, que trata dos crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Confira outros anúncios que hoje seriam totalmente incorretos.

 

Reclames do Estadão: A história do anúncio impresso 

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