Brasileiras aderem ao coletor menstrual

Comum na Europa, o uso o coletor menstrual, uma opção ecologicamente correta que substitui o absorvente descartável, ainda é questão de ideologia no Brasil. O produto é importado do Reino Unido, custa R$ 75, em média e dura 10 anos

Estadão

07 de junho de 2010 | 10h28

Marcela Rodrigues Silva

Quantos absorventes descartáveis você usa por ciclo menstrual? Já cauculou o impacto que esta quantidade causa no meio ambiente e no seu bolso? Algumas brasileiras, sobretudo as mais engajadas com a ecologia,  já optam por uma alternativa que dura 10 anos e é amplamente usada pelas europeias: o coletor menstrual.

 O coletor  é  uma espécie de copo de silicone inserido na entrada da vagina manualmente. O produto também atrai mulheres que desejam uma relação mais íntima com o simbolismo feminino, através da função da mentruação. E as usuárias brasileiras garantem, os benefícios são ambientais, físicos, emocionais e financeiros.

Para a artista plástica Juliana Vergueiro, de 26 anos, o coletor é mais que um substituto do absorvente descartável. “Foi uma das melhores escolhas que fiz na vida. Fico mais confortável, colaboro com o meio ambiente e, a cada ciclo, pratico auto-conhecimento”, diz. “Mesmo as mulheres que começam a usá-lo apenas com o objetivo sustentável, resgatam uma ligação mais íntima com a natureza do próprio corpo”, garante.

De tanto incentivar as amigas a importar do Reino Unido o produto para elas, tornou-se uma revendedora da marca mais conhecida por aqui, a Mooncup e, hoje, recebe encomendas de todo o Brasil. O produto é pratico e, dependendo do fluxo, é preciso retirá-lo a cada 4 ou 8 horas. Em seguida, basta lava-lo e inseri-lo outra vez. Após o ciclo, basta lavá-lo como se fosse um bico de mamadeira.

veja como usar  no vídeo abaixo: