Normas de vestibilidade não serão obrigatórias

Estadão

23 de fevereiro de 2011 | 15h44

Caline Migliato

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) reuniu a imprensa na tarde de ontem, 22,  para esclarecer as principais dúvidas sobre as normas de vestibilidade.

Segundo Sylvio Nápoli, gerente de infraestrutura e capacitação tecnológica da Abit, as etiquetas das peças de roupas continuarão a conter as mesmas informações obrigatórias por lei, como nome ou razão social, identificação fiscal, país de origem de fabricação, composição têxtil, tratamento e cuidado para conservação (símbolos ou texto) e uma indicação de tamanho, como P, M, G ou 40, 42, etc..

“Essa norma foi regulamentada pelo governo e é válida para todos os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). Ela não pode ser alterada ou tornada obrigatória sem a aprovação do governo e dos demais países”, explica.

O responsável pelo segmento têxtil do Inmetro, Adelgicio Leite explicou que as novas normas de vestibilidade não serão obrigatórias e não haverá fiscalização. “Um dia, pode ser que seja obrigatório e haja fiscalização, mas no momento não. Se o consumidor se sentir lesado em relação ao tamanho de uma peça, por exemplo, ele poderá reclamar no Procon.”

A superintendente do Comitê Brasileiro 17 (CB-17) da ABNT, Maria Adelina Pereira disse que a norma de vestibilidade infantil já foi implantada. Está em curso a masculina e a feminina ainda não começou. Tanto o vestuário feminino quanto masculino não têm data para se encaixar nas novas normas.

“É feito um estudo das medidas referenciais do corpo humano e desse total de medidas – que no infantil são 24 e no masculino 18 – são selecionadas as medidas que agregam mais informação ao consumidor. Por exemplo, além da etiqueta antiga com as informações obrigatórias, o empresário poderá colocar uma nova tag com as medidas do corpo como cintura 98 ou tórax 100, por exemplo.”

As empresas que aderirem às novas normas facilitam a vida do consumidor que não que gosta de provar roupas nas lojas ou que compra pela internet. A norma de vestibilidade infantil foi aprovada há aproximadamente um ano e foi aderia por apenas 257 empresas do setor.

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