Caso Eloá: relembre o cárcere que terminou tragicamente

Estadão

11 de fevereiro de 2012 | 21h31

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Nesta segunda-feira começa o julgamento de Lindemberg Fernandes Alves, 25. Há três anos, o rapaz foi responsável pelo mais longo cárcere privado do Estado de São Paulo, acompanhado em tempo real por todo o País.

Às 13h30 do dia 13 de outubro de 2008, o auxiliar de produção Lindemberg invadiu um pequeno apartamento em um conjunto habitacional de Santo André, no ABC Paulista, onde quatro adolescentes estudavam.

Inconformado com o fim do namoro com Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, Lindemberg, então com 22 anos, fez a jovem, a melhor amiga dela, Nayara Rodrigues da Silva, e dois rapazes reféns.

Às 20h, o pai de um dos meninos, estranhando a demora do filho, bate à porta do apartamento em que Eloá morava e ouve Nayara dizer para ele se afastar. A polícia é acionada e cerca o local. No mesmo dia, os dois garotos são liberados, restando as amigas sob a mira do revólver de Lindemberg. Do lado de fora, jornalistas, policiais e população acompanham o sequestro.

No final da noite do dia seguinte, Nayara é libertada pelo sequestrador.  Voltaria na manhã do dia 15/10 ao cárcere, depois de já ter prestado depoimento à polícia, para negociar.

Nayara  só sairia de novo do local no dia 17/10, com Eloá e Lindemberg.

Às 18h08 daquela sexta-feira, Policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), em ação polêmica, invadem o apartamento. Tiros são disparados. Eloá e Nayara são atingidas: Eloá, na virilha e na cabeça, e a amiga, no rosto. Lindemberg, sem ferimentos, é detido e levado para o 6.º DP.

A ex-namorada morreria no dia seguinte, às 23h30.

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