Caso Eloá: Defesa diz que não quer absolver Lindemberg. 'Ele errou, deve pagar por isso'

Estadão

16 de fevereiro de 2012 | 13h29

Durante o debate do julgamento de Lindemberg Alves, de 25 anos, – que acabou às 13h20 – a advogada de defesa disse que não pretende que o réu seja absolvido da acusação de matar a ex-namorada Eloá Pimentel. “Ele errou, tomou as decisões erradas e deve pagar por isso, mas na medida do que ele efetivamente fez”, disse Ana Lucia Assad.

Segundo a defesa, no entanto, Lindemberg deve ser condenado por homicídio culposo, porque ele agiu com culpa consciente, mas não previu o assassinato. “Ele não desejou o resultado”, afirmou a advogada, “ele sofre pela morte dela”, completou.

Ana Lucia voltou a atacar a mídia ao apontar outros possíveis causadores da Eloá. “No meu ponto de vista, há dois corresponsáveis por este processo. Alguns membros da imprensa e alguns policiais. Não podemos dar essa conta toda para o Lindemberg pagar. Isso não é justiça.”

A advogada também defendeu o réu sobre a tentativa de homicídio contra Nayara Rodrigues, amiga de Eloá que também foi feita refém em Santo André. Segundo Ana Lucia, a menina “voltou ao apartamento porque quis”. “Ele não tentou matar a Nayara. Ele se assustou e atirou. Condenem-o por lesão corporal culposa”, afirmou ao júri.

Imagem. A defesa também projetou a imagem de Lindemberg para os jurados. “Enxerguem esse rapaz como um parente dos senhores, pois ele não é bandido. (Ele) não falou antes porque eu sabia que ele seria pronunciado e a decisão caberia aos senhores”.

Para Ana Lucia, Lindemberg é um bode expiatório para responder pelo crime. “(Ele) é a bola da vez. Isso acontece só porque ele é pobre.” E acrescentou: “Esperamos que os senhores saiam daqui com a certeza de terem tomado a decisão certa”.