Giannazi abre série de entrevistas com candidatos a prefeito

Estadão

16 de agosto de 2012 | 14h18

O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Carlos Giannazi, é o primeiro a participar da série de Entrevistas Estadão, nesta quinta-feira, 16.

Os leitores também podem participar, enviando perguntas pela página da editoria de Política do Estado no Facebook ou pelo Twitter, usando a hashtag #estadao.

Giannazi, de 49 anos, é deputado estadual, reeleito em 2010, e líder de bancada do partido. Além de parlamentar, o candidato é professor e diretor licenciado de escola pública da rede municipal.

O Entrevistas Estadão vai receber todos os 12 candidatos à Prefeitura de São Paulo. Os encontros vão ser realizados sempre às 15h e podem ser acompanhados ao vivo pela página da TV Estadão no portal Estadão.com.br. O próximo candidato será Levi Fidelix (PRTB), na sexta-feira, 17.

Durante 30 minutos, os candidatos vão poder apresentar suas propostas e seus programas de governo e responderão às perguntas de três jornalistas do Grupo Estado: Flávia D’Angelo, Iuri Pitta e Elizabeth Lopes.

Abaixo, os principais momentos da entrevista:

15h29 – Giannazi diz que se não for ao 2ª turno não irá apoiar nenhum candidato, porque todos estão comprometidos com a lógica de administração autoritária e não-democrática, além de ligados às grandes empreteiras. “Ninguem tem coragem de revelar seu financiamento de campanha. O Serra vai gastar R$ 90 milhões”. O candidato afirma que sua campanha gastará no máximo R$ 700 mil reais, conforme foi declardo no TRE.

15h27 – Giannazi diz que “em São Paulo existe a máfia do lixo, do transporte público, da especulação imobiliária, do serviço funerário. Vamos criar uma força-tarefa contra comitê da corrupção”.

15h16 – A proposta central para a saúde, segundo Giannazi, é valorizar salários, condições de trabalho e formação dos trabalhadores da saúde. “Esse é o primeiro ponto, valorizar o setor humano. Em segundo construir mais hospitais, no mínimo mais três. E mais postos de saúde. Em terceiro lugar vamos fazer uma revisão de todas essas privatizações”, diz o candidato em referência ao modelo de gestão de hospitais meio de Organizações Sociais. Para aumentar os recursos na área, Giannazi diz que vai extinguir os tribunais de conta de São Paulo, “é um elefante branco, um órgão desnecessário”.

15h20 – Iuri Pitta pergunta se candidatura tem papel de ser uma crítica ao sistema político e Giannazi responde que o PSOL tem experiência na luta social e “PT, PSDB e todos esses partidos dizem que têm experiência, mas tem tanta experiência que afundaram São Paulo no caos urbano”.

15h19 – Ginnazi diz que proposta de Haddad de bilhete único mensal (custo de R$ 150 reais por mês ao usuário), é muito cara e propõe bilhete único 24 horas, em que o trabalhador gastaria 90 reais por mês. Candidato defende investimentos em metrô e trem. Ele promete a construção de mais corredores de ônibus e promover o uso de bicicletas em programas de transporte público.

15h18 – Giannazi: “Somos totalmente contra o pedágio urbano. As pessoas não têm alternativa de transporte público, além de ser superfaturado em suas obras. É uma atitude criminosa instalar pedágio urbano em São Paulo. Nós defendemos transporte de massa. Não tem outra saída para São Paulo”.

15h17 – Jornalista Flávia D’Angelo pergunta sobre a questão do pedágio urbano.

15h13 – “Somos minoria no Congresso, mas temos os melhores deputados do Brasil. Chico Alencar (RJ) foi eleito primeiro, pela terceira vez pelo Congresso em Foco. E no Senado o melhor é o Randolfe Rodrigues”, diz Giannazi.

15h07 – Jornalista Iuri Pitta pergunta sobre a proposta de passe livre e como seria feito o subsídio para mobilidade. Giannazi diz que está estudando orçamento e que seria feito uma auditoria e revisão com os contratos de ônibus. “O PSDB já foi governo aqui e não fez, o Kassab não fez, o Serra não fez. Giannazi diz que nenhum prefeito teve coragem de enfrentar o governo federal.

15h05 – Candidato é questionado sobre a Educação e diz que irá fazer um “choque de investimento na educação pública, aumentando o orçamento”.

15h04 – Giannazi responde: “Um militante do PSOL vale mais do que mil cabos eleitorais”. “Nós temos muito apoio de militantes do PT”.

15h – A jornalista Elizabeth Lopes pergunta sobre os desafios da campanha de Giannazi, já que o candidato possui cerca de 1 minuto de tempo na televisão.