Aquele muro vai me custar R$ 300

Daniel Fernandes

17 de junho de 2010 | 09h20

Acabou de acontecer senhores. Estava estacionando o meu possante veículo e, como não sou exatamente hábil no volante, deixei uma marca no muro do estacionamento. E pior: o muro do estacionamento deixou uma marca permanente no para-choque do meu carro.

É claro que fiquei bravo. É claro que já comecei a fazer contas: quanto vou ter de gastar para apagar o registro da minha falta de habilidade ao volante? Além da marca do muro de hoje, tem uma outra, feita pelo não menos hábil manobrista do estacionamento da pós-graduação.

Vou ter que ligar para o Batata!

Batata é amigo de infância, daqueles que jogavam bola na rua toda tarde. Ele tem, com a família, uma oficina de funilaria e pintura no bairro da Lapa, zona oeste da capital. É de confiança. E ter um mecânico e um funileiro de confiança é tão importante quanto ter um médico de confiança. Pode perguntar por aí.

Sei que vou telefonar para ele e, do outro lado da linha, ele vai dar risada e perguntar: o que foi dessa vez?

Vai perguntar isso pois ele conhece o meu histórico ao volante assim como o médico da família sabe exatamente quais são os pontos fracos do paciente que trata desde que nasceu.

Ainda bem que existe o Batata. Mas ele também vai pensar, após a minha ligação: ainda bem que existe o Daniel e seus deslizes automobilísticos. O dia que eu resolver largar o carro de vez e andar de ônibus, metrô e táxi, acho que a família Batata terá de refazer umas contas do orçamento.

Com a pintura do para-choques, Batata deve arrecadar aproximadamente R$ 300. O que me lembra o seguinte: ainda bem que eu escutei o Serjão, que vem a ser o meu pai, e faço sempre que posso uma reserva monetária para esse tipo de emergência.

Maldito muro!!!!!

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