As melhores coisas do mundo

Daniel Fernandes

16 de fevereiro de 2011 | 10h12

Daniel Fernandes

Da sessão nostalgia total. Sei que já faz tempo que o filme foi lançado – no ano passado, se eu não me engano. Não importa, afinal, apenas nas férias de janeiro é que tive a chance de ver todos os filmes que tinha vontade de ver, mas que a falta de tempo, ou o sono, me impediam.

Pois bem, vocês assistiram o último filme da Laís Bodansky? Aquele com o filho do Fábio Junior, o Fiuk?

Chama As Melhores Coisas do Mundo e, apesar do filho do Fábio Junior, o filme é muito bom. Um dos melhores que eu vi nos últimos meses. E sabe por que? Porque a mescla de atores profissionais com amadores ou iniciantes, especialmente os jovens alunos de um colégio particular de São Paulo, confere ao filme um tom autêntico difícil de se ver hoje.

Se você não assistiu o filme porque acha que ele é um episódio de Malhação com mais de uma hora de duração, só posso dizer, que você fez o mesmo julgamento errado e preconceituoso que o titular deste blog. Não é nada disso.

É um filme sobre as descobertas, frustações, alegrias, desejos e músicas – ahhhhhhhhh as músicas – da juventude. Pode parecer piegas, pode parecer um tema batido. Mas aposto com vocês – meus três leitores com mais de 30 anos – que vocês vão sentir um sentimento de nostalgia absurdo.

É difícil não chorar no filme, acreditem!

É difícil não lembrar de todos aqueles melhores amigos que você tinha na época do colégio e cuja maioria, hoje, você nem  sabe onde estão, o que fazem da vida. Se estão bens ou não. (Eu tenho contato com dois deles apenas. E um foi parar no Tocantins).

É difícil não lembrar dos Beatles e das tardes livres para fumar escondido no quarto.

É difícil lembrar como é difícil crescer. E pagar contas, e arrumar um emprego, e ser um cidadão modelo……………

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