O restaurante do futuro e o aspirador de pó do futuro

Daniel Fernandes

09 de maio de 2011 | 12h21

Daniel Fernandes

Claro que o parâmetro para um bom restaurante deve ser, evidentemente, a refeição servida. Mas não apenas isso. Em um mundo onde você encontra cinco bons restaurantes a cada esquina, a experiência de almoçar ou jantar fora é antes de tudo uma experiência.

Cria-se um diferencial. E esse diferencial pode ser mais forte do que a qualidade da comida no momento de se escolher um lugar.

É claro que criar um diferencial, alíás, não é fácil. Mas se você tiver dinheiro – uma boa quantidade dele – e principalmente uma boa ideia você consegue chamar a atenção.

Exatamente como fez o restaurante Inamo, em Londres. Vocês já ouviram falar? O cliente chega e descobre que tudo é interativo. Por meio de toques na mesa, que na verdade não é uma mesa, é uma ‘tela touch’ (termo que inventei agora porque não me lembro o nome da tecnologia), o cliente visualiza os pratos que são servidos e quanto eles custam. O cliente pode fazer os pedidos também. Tudo com cliques na mesa.

Não duvido que a novidade chegue ao Brasil logo, logo. E não duvido que a tecnologia chege às casas logo, logo.

É impressionante a velocidade das coisas. Vivo basicamente como os meus pais viviam. Meu apartamento não é daqueles modernosos. Tenho internet 3G e um laptop, claro. Mas longe de ter tecnologias que servem para facilitar a nossa vida. Vale lembrar que em muito pouco tempo o rodapé das paredes dos apartamentos serão equipados com um aspirador que elimina todo o pó. Duvida? Converse com a Tecnisa então!!!

Tudo para facilitar a nossa vida.

Mas será que a tecnologia é tudo?

Será que uma cafeteira que você programa para fazer o café antes mesmo de acordar é melhor do que o modo como a minha mãe faz café até hoje? Ou será que eu só estou com saudades da minha mãe, não do modo como ela fazia café.

Será que um dia vou sentir saudades de um robô????????