Uma camisa xadrez não é só uma camisa xadrez

Daniel Fernandes

17 de março de 2011 | 09h48

Daniel Fernandes

Não fosse a Amanda alertar…..eu não perceberia. Como pode? Ela tem razão? Ela tem razão! É realmente isso que acontece. Mas só acontece comigo? Sou eu ou os outros? Ou eu sou diferente dos outros? E você, amigo, me responda?

Você já gostou tanto assim de uma camisa a ponto de cumprir o ritual: usa-lava-usa-lava-usa-lava…..a ponto de ignorar todas as outras camisas do armário.

Eu sou assim com camisas xadrez. Mas a Amanda me avisou. Ela lançou até uma campanha no Facebook: “Daniel, troca a camisa xadrez”.

Mas eu não troco. Não troco não. Eu as adoro. Principalmente aquelas com as estampas de lenhador de Seatle. Essas são as que eu gosto. Não gosto do xadrez ‘sexta-feira casual em algum escritório da Avenida Paulista’. Gosto do xadrez ‘roots’, como diriam.

O melhor de tudo é que elas não custam caro. E agora ficou mais fácil de encontrar, pois a moda retrocedeu aos anos 90 e resolveu dar uma nova chance ao xadrez. Mas a moda vai acabar, a minha predileção pelas camisas xadrez….não.

E o melhor de tudo é que elas não custam caro, como falei.

Devo dizer que a opção pela camisa xadrez como uniforme surgiu na década de 90, junto com o Grunge que os meus amigos do Combate Rock adoram tanto odiar.

A primeira que eu comprei……..ah, me sentia o Kurt Cobain da Lapa (ahahahahahaha). Bons tempos. E eu usei, usei, usei, usei aquela camisa. Até o dia do assalto.

O ladrão me abordou. Colocou a arma na minha cabeça. Me ameaçou. ME AMEAÇOU. Deu uma coronhada ‘de leve’ para assustar. E ASSUSTOU. Levou o carro. E a camisa xadrez, a primeira, que repousava tranquilamente no banco de trás do carro.

No dia seguinte ao assalto, surpresa!!!!!!!!

A polícia liga. Acharam meu carro. Mas e a camisa xadrez?

Vou ao encontro do carro….da camisa, na verdade. Mas ela não está lá. Levaram o rádio, o estepe……e minha primeira camisa xadrez.

Para celebrar, uma boa coletânea de Nirvana: