500 mil imigrantes ilegais entram na Europa por ano

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Por JAMIL CHADE
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A imigração é hoje um dos debates mais polêmicos da União Européia e faz parte de praticamente todas as eleições nacionais. Dados da Comissão Européia indicam que cerca de 500 mil imigrantes ilegais entram no continente por ano e vários governos foram eleitos com a promessa de lutar contra esses números. Às vésperas das eleições gerais na Espanha, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero prometeu ontem repatriar imigrantes ilegais e desconsiderou a possibilidade de regularização em massa, como fez em 2005, com 700 mil imigrantes. "Evidentemente, descarto", respondeu sobre a aplicação da medida hoje em entrevista publicada ontem pelo jornal El País. Segundo Zapatero, há cerca de 250 mil imigrantes ilegais na Espanha. Desses, entre 25 mil e 30 mil são brasileiros, segundo estimativas. "Quando temos um imigrante ilegal, o repatriamos." Em 2006, a Espanha deportou 99 mil pessoas. Em 2004, a Europa chegou a deportar 660 mil imigrantes. Seguidos dos latino-americanos, os africanos são os mais afetados e, se nos aeroportos a questão é polêmica, entidades não-governamentais apontam que nos portos e no Estreito de Gibraltar, entre Espanha e Marrocos, o tema chega a ser trágico. A Associação Marroquina de Familiares de Vítimas da Imigração Clandestina recolheu, em três anos, 3,2 mil cadáveres nas costas da Europa e de Marrocos. Para tentar conter o problema, a Europa enviou 200 milhões em assistência a Marrocos. A Espanha chegou a levantar um muro de 6 metros de altura e com 20 quilômetros entre o país e seus enclaves de Ceuta. Para 2008, estuda-se usar satélite para detectar imigrantes tentando atravessar o canal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo