CNBB: estudo com célula adulta não tem problema ético

PUBLICIDADE

Por CAROLINA FREITAS
1 min de leitura

Representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o advogado Ives Gandra Martins destacou hoje que "não há problema ético" nas pesquisas com células-tronco adultas. A argumentação foi feita no Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que pede a retirada do trecho da Lei de Biossegurança que permite pesquisas científicas com o uso de células-tronco embrionárias. Segundo Gandra, estudos realizados nos Estados Unidos e no Japão mostraram que as células-tronco adultas têm resultado mais efetivo do que as embrionárias na cura de doenças. "Temos perspectivas muito maiores com células adultas, sem precisar usar seres humanos como cobaias", disse. O advogado comparou a pesquisa com células embrionárias a agressões ao meio ambiente. "Destruir um ovo de tartaruga é considerado um crime ambiental", disse Martins. "Como posso então permitir que alguém destrua um embrião humano?" Martins cogitou ainda que os cientistas estejam tentando resolver problemas de armazenagem de embriões de clínicas de fertilização. "A motivação pode não ter sido o interesse pela pesquisa, mas a busca de soluções de problemas de clínicas de fertilização", argumentou. "Seria um verdadeiro absurdo discutirmos aqui a destinação de embriões para resolver problemas dessas clínicas."

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.