Demanda faz balança da Petrobras ser deficitária em março

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Por Redação
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O aquecimento da demanda interna provocou um aumento das importações de petróleo e derivados da Petrobras e deve provocar um déficit na balança da empresa de 850 milhões de dólares em março, afirmou o diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa. Em todo o ano passado, a balança de petróleo da Petrobras foi superavitária em 72 milhões de dólares. Apesar do início de ano deficitário, o executivo espera que, em 2008, o saldo seja positivo com a entrada em operação de novas plataformas da empresa. "A gente deve ter em março um aumento na importação de petróleo de 1 bilhão de dólares. Na balança de petróleo e derivados, a nossa estimativa é que o déficit seja de 850 milhões de dólares, por conta do aquecimento na demanda interna", afirmou nesta terça-feira a jornalistas, em evento no Palácio Guanabara. Ele não forneceu dados de março do ano passado. Segundo Costa, a demanda de querosene de aviação no primeiro trimestre deve crescer em torno de 4 por cento, a de óleo diesel, 8 por cento, e a de Nafta, cerca de 3 por cento. No caso da gasolina, a demanda tem permanecido praticamente estável, uma vez que o combustível está perdendo espaço no mercado interno para o álcool. Para compensar a perda de mercado, a Petrobras está aumentando as exportações de gasolina. "Nós estamos aumentando as exportações de gasolina e temos encontrado mercado para a gasolina brasileira, o crescimento do álcool é fato, vai acontecer e vai levar consequentemente a Petrobras a aumentar as suas exportações", disse ele, lembrando que a empresa está investindo até 2010 4 bilhões de dólares para melhorar a qualidade do combustível brasileiro. Questionado sobre uma notícia indicando uma nova descoberta de petróleo da Petrobras, que estaria provocando a alta recente nas ações da empresa, ele disse desconhecer a informação. "Qualquer nova descoberta tem que ser comunicada primeiro à ANP, outro dia as nossas ações caíram 7 por cento", disse ele, comentando que o movimento de baixas e altas é natural do mercado. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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