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Desaparecem 16 toneladas de queijo apreendido em MG

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Dezesseis toneladas de queijo tipo mussarela apreendidas pela Polícia Federal (PF) e Vigilância Sanitária (Visa) no último dia 29 foram retiradas sem autorização do depósito clandestino em que o produto permanecia desde que foi retido, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O sumiço foi constatado hoje pela Visa municipal. O estoque, localizado no bairro Parque das Américas, estava com prazo de validade já vencido ou prestes a vencer e a PF instaurou inquérito para apurar suposta fraude em que o queijo impróprio para o consumo recebia embalagens com novas datas de validade. O galpão onde o queijo foi encontrado havia sido interditado e não tinha registro da Receita Federal nem alvará. A câmara fria havia sido lacrada e a Visa de Uberaba chegou a anunciar a inutilização do estoque. "Mas tínhamos de aguardar o prazo legal para a defesa do responsável (pelo produto), que acabaria no domingo. Na segunda, nós procederíamos o descarte", disse o diretor de Vigilância em Saúde do município, Marco Túlio Azevedo Cury. "Estávamos simplesmente aguardando o prazo legal de defesa e nisso sumiu o queijo". Leonardo Alves de Lima, responsável pelo depósito clandestino, já foi indiciado no inquérito aberto pela PF. Lima compareceu para prestar depoimento ontem, mas se recusou a dar informações. Outras três pessoas também já foram indiciadas. A PF informou que vai investigar agora o sumiço das 16 toneladas de mussarela. Um funcionário do depósito clandestino ouvido pelo delegado Rogério Santana Hisbek disse que Lima comercializava, por semana, 20 toneladas de queijo supostamente impróprio para o consumo em São Paulo e outras quatro cidades do interior paulista. A PF acredita que a mercadoria era comercializada também em Minas. Impróprio para Consumo No depósito foram encontradas embalagens de pelo menos sete marcas de laticínios, sendo seis de Goiás e uma de Canápolis, no Triângulo Mineiro. Cury observou que a fiscalização sanitária decidiu descartar as toneladas de queijo porque "visualmente" constatou-se que o estoque estava impróprio para o consumo. "Não precisaria haver gasto de análise laboratorial", afirmou. "Tinha produto vencido, mofado e até caco de vidro". Segundo ele, o estoque estava sob a responsabilidade, como fiel depositário, de Geraldo Marques da Silva, apontado como funcionário de Lima. O promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Uberaba, João Vicente Davina, oficiou à Polícia Civil pedindo a realização de perícia no depósito e a abertura de inquérito criminal. O advogado Antônio Alberto da Silva, que representa Lima, não foi localizado para comentar o caso.

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