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Diretor do FBI propôs prender 12 mil por 'deslealdade' em 1950

J. Edgar Hoover apresentou plano pouco depois do início da Guerra da Coréia.

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Por BBC Brasil

O ex-diretor do FBI (polícia federal americana), J. Edgar Hoover, planejava prender 12 mil americanos por suposta "deslealdade", revelaram documentos confidenciais tornados públicos pelo Departamento de Estado americano. Hoover enviou sua proposta para o presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, no dia 7 de julho de 1950, pouco depois do início da Guerra da Coréia, disse o jornal americano New York Times, neste domingo. Ele acreditava que esses indivíduos eram uma possível ameaça à segurança nacional, e pediu ao presidente Harry S. Truman para declarar as prisões em massa necessárias para conter "traição, espionagem e sabotagem". Não há não há indicações de que o presidente tenha aprovado qualquer parte da proposta. Hoover, que esteve à frente do FBI de 1924 a 1972, queria que o presidente suspendesse o direito de habeas corpus, que protege os indivíduos de prisão ilegal. O diretor do FBI planejava deter os suspeitos, cujos nomes ele colheu ao longo de anos, em prisões federais e militares no país. "O índice agora contém aproximadamente 12 mil indivíduos, dos quais aproximadamente 97% são cidadãos dos Estados Unidos", escreveu Hoover no documento. O New York Times não deu detalhes sobre a identidade dos integrantes da lista. O Departamento de Estado disponibilizou o documento ao público juntamente com outros de 1950 a 1955, época da Guerra Fria. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.