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Dólar fraco faz MMX rever política de conteúdo nacional

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A MMX está revendo a decisão de utilizar equipamentos com 80 por cento de conteúdo nacional e prevê que as importações da companhia devem aumentar por conta da fraqueza do dólar frente ao real, apesar de não estabelecer uma meta para esse aumento. De acordo com o presidente da MMX, Roger Downey, a mudança faz parte da estratégia da empresa de proteger seus investimentos, que também são afetados pela inflação. Segundo ele, enquanto os preços estão altos é mais vantagem também alugar em vez de adquirir os equipamentos, em alguns casos. "Antes tinha 80 por cento do Capex voltado para o Brasil, agora podemos pensar em importar mais do que antes", explicou ao ser questionado sobre a alta do real em teleconferência com analistas nesta quarta-feira para comentar o resultado do primeiro trimestre. A MMX divulgou na noite de terça-feira o seu terceiro lucro consecutivo, de 63,8 milhões de reais, no primeiro trimestre, revertendo o prejuízo de 76,1 milhões de reais há um ano. A produção da empresa em março, anualizada, indica mais de 10 milhões de toneladas de minério de ferro para este ano, informou Downey. A empresa está acelerando suas atividades na mina de Pau de Vinho, arrendada da Usiminas em novembro do ano passado e localizada em área adjacente às operações da MMX na região de Serra Azul, quadrilátero ferrífero de Minas Gerais. NOVAS COMPRAS Downey não descarta novas aquisições na mesma área, ressaltando que os licenciamentos ambientais ficam mais fáceis a cada novo projeto, pela área já ser conhecida e pela estrutura logística utilizada ser a mesma. "O licenciamento em Serra Azul parece ser menos complicado em função da forma que estamos operando, com o licenciamento da estrutura toda consolidada e não em partes, isso facilita a aprovação", explicou. "Vamos buscar alvos em Serra Azul porque faz sentido, e fora de Serra Azul se fizer sentido, é uma questão de senso econômico comum... estamos avaliando outros possíveis alvos", disse Downey sem dar detalhes. A região de Serra Azul está dividida em 14 áreas de mineração. Na região, opera ainda a ArcelorMittal. O projeto da MMX Bom Sucesso em Serra Azul deverá receber o licenciamento ambiental nos próximos dois meses, segundo Downey, que não considera a obtenção de licença obstáculo. "O licenciamento não é crítico para a definição dos dois projetos", explicou o executivo. A empresa conduz em paralelo as discussões finais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar os projetos de Serra Azul, que deve ser fechado até o terceiro trimestre deste ano para que as obras da mina comecem no quarto trimestre. Segundo Downey, em 2011 o desembolso com Serra Azul ainda será baixo, mas será acelerado em 2012. "Vamos acelerar em Serra Azul a partir de 2012", disse a analista na teleconferência. Por volta das 12h25 (horário de Brasília), as ações da MMX subiam 0,66 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1 por cento.

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