Gilmar Mendes vota pela condenação de Dirceu no mensalão

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Por Redação
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o quinto magistrado da Corte a votar pela condenação do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu por corrupção ativa na ação penal do mensalão. Mendes condenou ainda, nesta terça-feira, acompanhando o relator, Joaquim Barbosa, o ex-presidente do PT José Genoíno, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério e outros quatro, que já têm maioria pela condenação na Corte. "José Dirceu não só sabia do esquema... como também contribuiu intelectualmente para sua estruturação", disse Mendes. Para ele, não é possível aceitar a versão de que Delúbio era o único organizador e mentor do esquema de compra de apoio político. Ele ainda refutou a tese da defesa, de que não há provas suficientes para condenar os réus. "Não é a quantidade, mas a qualidade da prova que importa", disse. Denunciado em 2005, o mensalão seria um esquema de desvio de dinheiro público para compra de apoio ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso. O ministro afirmou ainda que o depoimento do ex-deputado federal Roberto Jefferson, delator do mensalão, têm peso pela veracidade dos fatos. "As declarações de Roberto Jefferson foram sempre reveladoras ao expor ao país este lamentável episódio", completou. Segundo Mendes, o PT tinha um projeto de poder de longo prazo. "O ministro, além de cuidar dos assuntos da pasta, tinha também responsabilidade de coordenação política do governo Lula", disse. Gilmar Mendes absolveu o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e Geiza Dias, funcionária da agência de publicidade SMP&B, pertencente a Valério, acompanhando também o relator. (Reportagem de Ana Flor e Hugo Bachega)