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Laudo sobre morte de Isabella está adiantado, diz diretor do IML

Com os cruzamentos das conclusões da perícia, da polícia e da promotoria, vai aparecer o autor do crime

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Por Carolina Freitas e da Agência Estado
Atualização:

A perícia está próxima de esclarecer a causa da morte de Isabella Nardoni, de 5 anos. Apesar de não fixar um prazo para divulgação do laudo, o diretor do Centro de Exames, Análises e Pesquisas do Instituto Médico Legal (IML), Carlos Eduardo Coelho, disse nesta sexta-feira, 11, que falta pouco para que o instituto conclua o documento. "O laudo está em fase adiantada", afirmou Coelho em entrevista coletiva no Instituto de Criminalística (IC), no Butantã, zona oeste de São Paulo. "Estamos finalizando exames toxicológicos e análises anatomopatológicas."   Veja também: A tragédia, as dúvidas e contradições do caso  Escute por que crimes assim comovem a sociedade  Libertar pai de Isabella não afetará investigações, diz delegada Provas ligam casal às agressões, afirma promotor Laudo será decisivo na conclusão do inquérito Tudo o que já foi publicado sobre o caso Isabella    O laudo vai apontar a causa e o meio ou agente que levou a menina à morte. Será possível saber, por exemplo, se Isabella morreu por causa da queda da janela do apartamento de seu pai, de ferimentos ou de asfixia. O laudo do IML não esclarecerá, no entanto, a autoria do crime.   De acordo com o diretor do Núcleo de Física do IC, Adilson Pereira, o culpado aparecerá quando perícia, polícia e promotoria cruzarem suas conclusões. "O objetivo da perícia é chegar à dinâmica do crime", disse Pereira. "O culpado só surge ao final de todo o processo."   O IC trabalha na elaboração de dois laudos, com base nos vestígios colhidos no local do crime. Segundo Pereira, o documento deve ser apresentado junto ao laudo do IML, antes do prazo máximo, de 30 dias. Dez profissionais de quatro núcleos do IC atuam exclusivamente no caso, sem folgas. "Mesmo com a equipe empenhada nisso, os dados científicos não podem ser apressados", disse. "Trabalhamos com critério, calma e razão."   Pereira disse que, em algumas análises, falta apenas uma reunião final entre os peritos, para compilar e comparar as conclusões de cada um. O diretor, no entanto, se esquivou de perguntas sobre o conteúdo dos laudos. "Até que fechemos todas as análises, não há nada concluído e não podemos antecipar qualquer conclusão."

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