PF prende líder de esquema de venda de diplomas pela internet

Segundo os federais, um diploma poderia ser vendido por cerca de R$ 1,8 mil

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Por Solange Spigliatti
2 min de leitura

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 13, a Operação Cola, em 14 Estados do País, contra a venda de diplomas universitários falsos pela internet. Segundo a PF, os diplomas seriam vendidos a um preço médio de R$ 1.800,00 cada um, a diversos clientes, em todo o país. Veja também: Como funcionava esquema de diplomas falsos Uma pessoa, apontada pela PF como líder do bando, foi presa durante a operação. Trata-se de Tiago Francisco Vieira Pereira, de 21 anos. Ele é acusado de fabricar os diplomas falsos a pedido de clientes e distribuí-los pela internet para todo o País. Ele foi preso em Tangará da Serra, no interior de Mato Grosso. Com o acusado, foi apreendida grande quantidade de material para a fabricação dos diplomas. As equipes da PF estão recolhendo os diplomas falsos, documentos, e computadores utilizados na falsificação e comercialização dos mesmos em endereços residenciais e comerciais dos suspeitos. Todo material será enviado para Cuiabá. Ainda não se sabe quantos diplomas foram emitidos ilegalmente. No primeiro dia da operação, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, em 54 endereços nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Espírito Santo, Pernambuco, Maranhão, Acre, Pará e Bahia. Os clientes solicitavam pela internet os diplomas, entre eles de medicina, engenharia, direito, enfermagem e fisioterapia, que eram confeccionados em Tangará da Serra, no Mato Grosso, e depois distribuído em todo o país, de acordo com a PF. Também havia falsificação para cursos do ensino médio. As equipes estão recolhendo os diplomas falsos, documentos, e computadores utilizados na falsificação e comercialização dos mesmos em endereços residenciais e comerciais dos suspeitos.  Segundo o delegado Marco Aurélio Faveri, da Delegacia de Crimes Fazendários da Polícia Federal de Cuiabá, estão sendo identificados compradores de diplomas alguns Estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Todos vão prestar depoimentos. As investigações iniciaram há cerca de um ano em São Paulo e em seguida transferidas para Mato Grosso.  O delegado esclareceu que não há envolvimento das instituições de ensino nem do Ministério da Educação no esquema. Os nomes das faculdades, entre elas a Universidade Paulista (Unip), eram usados de acordo com o interesse do comprador do diploma. "Acreditamos que possa haver mais gente, mas ainda não é comprovado. A documentação existente na casa do suspeito comprova o esquema de falsificação", disse o delegado. Texto ampliado às 21 horas, para acréscimo de informações

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