Pnad: 47% de crianças e jovens trabalham sem receber

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Por Jacqueline Farid
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Do total de crianças e adolescentes trabalhadores no Brasil, aproximadamente 80% moravam, em 2006, em domicílios cujo rendimento médio mensal domiciliar per capita era menor que um salário mínimo, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa revela ainda que "uma parcela relevante" das crianças e adolescentes ocupados trabalhava sem receber rendimento (47,3%), sendo que 14,1% ganhavam menos de um quarto do salário mínimo. Na região Nordeste, a proporção dos jovens cujo rendimento médio mensal domiciliar per capita era menor que um salário mínimo era de 93,1%. Em 2006, os trabalhadores de 5 a 17 anos de idade cumpriam jornada média de 26 horas semanais, inferior à dos adultos com 18 anos ou mais (41,1 horas semanais). Além disso, da população de 5 a 17 anos de idade ocupada, 28,6% cumpriam jornada semanal de trabalho de 40 horas ou mais, porcentual maior entre os homens (30,7%) do que entre as mulheres (24,8%). A proporção de crianças e adolescentes que trabalhavam 40 horas ou mais crescia conforme aumentava a faixa etária: era de 4,6% de 5 a 13 anos de idade e de 46,2% entre os adolescentes de 16 ou 17 anos. Em 2006, o rendimento médio mensal proveniente de trabalho das crianças e adolescentes foi estimado em R$ 210, sendo que nas regiões Sudeste (R$ 242), Sul (R$ 268) e Centro-Oeste (R$ 245) era quase o dobro daquele no Nordeste (R$ 126).

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